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đŸ”¶ Coluna 38 de Marcellus CampĂȘlo |  Alerta vermelho para os eventos climĂĄticos extremos

đŸ”¶ Coluna 38 de Marcellus CampĂȘlo |  Alerta vermelho para os eventos climĂĄticos extremos

As chuvas intensas registradas no Rio Grande do Sul, pelo que atestam os meteorologistas, é resultado da presença de uma corrente intensa de vento na

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As chuvas intensas registradas no Rio Grande do Sul, pelo que atestam os meteorologistas, Ă© resultado da presença de uma corrente intensa de vento na regiĂŁo (os “cavados”) e de um corredor de umidade se deslocando da AmazĂŽnia, formando nuvens de tempestade e potencializando a intensidade dos eventos que vĂȘm ocorrendo. 

TĂȘm relação direta com a onda de calor que se formou na regiĂŁo central do Brasil, com alta pressĂŁo atmosfĂ©rica, causando a formação de ar seco e quente, o que acaba por bloquear a passagem das frentes frias para o norte do paĂ­s. As frentes frias vĂȘm da Argentina, entram na regiĂŁo Sul e dali nĂŁo conseguem avançar, provocando chuvas contĂ­nuas. 

Outro aspecto importante que pesa nessa conta Ă© que estamos sob a influĂȘncia do fenĂŽmeno El Niño, responsĂĄvel pelo aquecimento das ĂĄguas do Oceano PacĂ­fico, contribuindo para que ĂĄreas de instabilidade fiquem sobre o estado. AlĂ©m disso, nĂŁo se pode descartar os efeitos das mudanças climĂĄticas globais, uma vez que a atmosfera e os oceanos estĂŁo mais quentes, produzindo vapor adicional para a formação das chuvas.

Fato Ă© que a catĂĄstrofe que atinge o Rio Grande do Sul causa comoção sobre todos nĂłs, pelo sentimento de uniĂŁo que nos move e solidariedade Ă s famĂ­lias atingidas, muitas convivendo com a dor da perda de entes queridos, muitas desabrigadas, enfrentando racionamento de ĂĄgua e de alimentos. MunicĂ­pios totalmente destruĂ­dos, que precisarĂŁo ser reerguidos. 

O que ocorre no sul Ă© um sinal de alerta vermelho, para que todos estejamos preparados e para que as açÔes mitigadoras dos efeitos climĂĄticos sejam implantadas com muita urgĂȘncia. Os eventos extremos, isso jĂĄ foi dito e repetido exaustivamente, tendem a acontecer com mais frequĂȘncia e intensidade em todo o mundo.

No Amazonas, o governador Wilson Lima vem se antecipando a esse quadro, jĂĄ prevendo o que pode ocorrer durante o perĂ­odo de estiagem, que normalmente começa a partir de agosto e fica mais acentuado em outubro. A equipe do Governo do Estado estĂĄ toda a postos e em sintonia para poder enfrentar o que estĂĄ por vir. 

De acordo com os dados de monitoramento do estado, existe a possibilidade de uma seca tĂŁo ou mais severa do que a ocorrida em 2023, quando boa parte dos municĂ­pios entrou em situação de emergĂȘncia. O Governo, entĂŁo, jĂĄ trabalha em um planejamento com esse foco, que possa minimizar os problemas que fatalmente iremos enfrentar.

A orientação do governador Wilson Lima a todas as secretarias e ĂłrgĂŁos do estado de alguma forma envolvidos com a questĂŁo, Ă© garantir que os efeitos da estiagem nĂŁo afetem de forma significativa as pessoas, as atividades econĂŽmicas dos municĂ­pios e o meio ambiente. 

Conforme aponta a Defesa Civil, os estudos hidroclimatolĂłgicos indicam que estĂĄ praticamente descartada a possibilidade de ter uma enchente esse ano. E isso preocupa, diz o ĂłrgĂŁo, na medida em que os rios nĂŁo irĂŁo se recuperar o suficiente para no perĂ­odo da vazante ter condição que garanta a trafegabilidade das embarcaçÔes. Os nĂ­veis dos rios, em todas as calhas do Amazonas, estĂŁo abaixo do esperado para o perĂ­odo. 

O governador jĂĄ vem trabalhando em cima dessa questĂŁo desde o inĂ­cio do ano, discutindo e pedindo apoio aos ĂłrgĂŁos federais – ministĂ©rios de Portos e Aeroportos, Integração e Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Mudança do Clima. 

O Governo do Amazonas tambĂ©m tem atuado junto aos setores da indĂșstria e comĂ©rcio, diretamente atingidos com as possĂ­veis consequĂȘncias de uma estiagem severa, trabalhando em propostas para mitigação dos problemas. Dentre elas, a dragagem dos rios e medidas para evitar o desabastecimento de combustĂ­veis, comĂ©rcios e comunicaçÔes nos municĂ­pios.

Ao mesmo tempo, estamos todos de olhos voltados ao Rio do Grande do Sul, e prontos para ajudar em todos os sentidos, numa corrente positiva para que cesse logo esse perĂ­odo de chuvas e o estado possa rapidamente, com a ajuda de recursos federais, se reerguer e retomar a sua caminhada de crescimento.   

Marcellus CampĂȘlo Ă© engenheiro civil, especialista em saneamento bĂĄsico; exerce, atualmente, o cargo de secretĂĄrio da Unidade Gestora de Projetos Especiais – UGPE

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