No mesmo dia em que o Banco Mundial divulgava seu primeiro relatório econômico sobre a Amazônia Brasileira, na última terça-feira (9), em que critica os benefícios tributários concedidos à Zona Franca de Manaus (ZFM) e os avalia como ineficientes, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União), convidou os interessados em preservar a Amazônia a investir …
???? Banco Central critica incentivos à ZFM, mas Wilson convida empresários a investirem na Amazônia

No mesmo dia em que o Banco Mundial divulgava seu primeiro relatório econômico sobre a Amazônia Brasileira, na última terça-feira (9), em que critica os benefícios tributários concedidos à Zona Franca de Manaus (ZFM) e os avalia como ineficientes, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União), convidou os interessados em preservar a Amazônia a investir nela e defendeu, ainda, a manutenção dos incentivos fiscais ao modelo.
O discurso do governador ocorreu durante participação no painel Desafio das Grandes Reformas e Atratividade do Brasil para Investimentos Internacionais do LIDE Brazil Investment Forum, em Nova Iorque (EUA). Wilson Lima destacou que a Amazônia tem sido centro da atenção global, mas muitos que a defendem não conhecem os desafios de gerir um vasto território como o do estado do Amazonas.
“A ZFM representa algo em torno de 70% da nossa atividade econômica. É o modelo mais exitoso da Amazônia de desenvolvimento econômico, social e ambiental”, reforçou, ao destacar que, apesar da extensão territorial, o Amazonas ainda preserva cerca de 97% da floresta em pé.
Em contrapartida, o relatório do Banco Mundial aponta a necessidade de adoção de salvaguardas ambientais na assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, além de mudanças no modelo econômico da ZFM para conciliar desenvolvimento e preservação.
Para a instituição, os benefícios fiscais às atividades industriais na Amazônia não ajudaram a estimular o crescimento da produtividade e devem ser reavaliados. Além disso, com os benefícios aos fabricantes, o governo abriria mão de arrecadar cerca R$ 24 bilhões ao ano, segundo dados da Receita Federal.
De acordo com o documento, o Amazonas vem perdendo competitividade e encontra dificuldades para atrair novas empresas, além de ver uma redução do número de empregos na indústria. Uma das soluções apontadas por Wilson Lima é a Reforma Tributária para simplificar a tributação e reduzir a carga tributária para o investidor. Mas, neste debate, membros do Ministério da Fazenda têm afirmado que não haverá mudanças traumáticas na Zona Franca.
Qualquer sinal de alteração nas regras da região, que conta com isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), costuma sofrer forte lobby contrário de empresários e parlamentares do Amazonas.
Com informações da Istoé Dinheiro











