???? Coluna 65 de Gabriel F. Melo | David Almeida: De conservador de direita a evento pedindo “Lula Livre”

David Almeida, prefeito de Manaus, é o exemplo vivo do político que não possui convicções, mas sim conveniências. Em 2018, lá estava ele em um evento ao lado de petistas, pedindo a soltura de Lula, com direito ao apoio formal do PT à sua candidatura ao governo do Amazonas. Hoje, Almeida se diz conservador, cristão …

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David Almeida, prefeito de Manaus, é o exemplo vivo do político que não possui convicções, mas sim conveniências. Em 2018, lá estava ele em um evento ao lado de petistas, pedindo a soltura de Lula, com direito ao apoio formal do PT à sua candidatura ao governo do Amazonas. Hoje, Almeida se diz conservador, cristão e bolsonarista. Mas não para por aí: em um momento, ele promete honrarias a Alexandre de Moraes, desafeto de Bolsonaro, e logo em seguida se alia a Eduardo Braga e Omar Aziz, figuras íntimas de Lula e inimigos declarados de Bolsonaro.

O que estamos presenciando é o auge do oportunismo descarado. Almeida pula de um lado para o outro sem sequer piscar, mostrando que sua bússola moral é regida apenas pelo que pode garantir sua sobrevivência política. Essa falta de coerência não é apenas uma afronta aos eleitores que acreditam em suas palavras, mas também um reflexo de uma classe política que se vende por vantagens imediatas.

Em um dia, Almeida veste a camisa da direita, no outro, caminha com a esquerda. Ele não se importa em apoiar quem for necessário para continuar no poder. O que estamos assistindo é um político sem princípios, disposto a qualquer coisa para manter sua influência.

O último parágrafo não pode deixar de destacar que, em 2018, antes de ser derrotado no primeiro turno, Almeida já procurava desesperadamente alianças que o mantivessem relevante. Hoje, seu comportamento se repete, trocando de lado sempre que lhe convém, sem oferecer qualquer coerência aos eleitores que esperam um mínimo de integridade de seus líderes. Agora, tenta agradar a todos os lados, mas no fundo não agrada a ninguém que preze pela coerência e integridade política.

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