Decisão saiu após reunião intermediada pelo senador Omar Aziz, na qual o prefeito de Manaus enalteceu o presidente, chamando-o de estadista, porém o valor recebido é muito aquém ao esperado Frustrando as expectativas, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), foi a Brasília na última semana em busca de um aporte de R$ 208 milhões …
???? David pede R$ 208 milhões, mas governo Lula manda R$ 979 mil para ações emergenciais

Decisão saiu após reunião intermediada pelo senador Omar Aziz, na qual o prefeito de Manaus enalteceu o presidente, chamando-o de estadista, porém o valor recebido é muito aquém ao esperado
Frustrando as expectativas, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), foi a Brasília na última semana em busca de um aporte de R$ 208 milhões para ações de apoio a famílias afetadas pelos deslizamentos de terra em razão das fortes chuvas dos últimos dias em Manaus. No entanto, conforme divulgação da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), a cidade vai receber apenas R$ 979 mil.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou o repasse ao município para ações de assistência à população afetada pelas chuvas intensas registradas no dia 12 deste mês. A portaria com a liberação do recurso foi publicada na última sexta-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU).
De acordo com o MIDR, o valor de R$ 979 mil será utilizado para a compra de cestas de alimentos, kits de limpeza, higiene pessoal e dormitório, colchões, redes, refeições para as equipes de trabalho, além da locação de quatro veículos e combustível para a entrega dos materiais.
Entretanto, a verba pleiteada por David Almeida seria utilizada para a construção de casas populares para pessoas em situação de vulnerabilidade e que moram em áreas de risco já mapeadas pelo município.
Em entrevista a uma rádio local, o senador Omar Aziz (PSD) comentou sobre as dificuldades de conseguir os recursos em Brasília para auxiliar vítimas de tragédias e explicou o funcionamento burocrático dos órgãos federais.
“O MIDR só pode agir quando acontece o desastre e, no Ministério das Cidades, demora uma eternidade para se aprovar um projeto de contenção, por exemplo. O prefeito explicou ao presidente que já tinha alocado quase R$ 70 milhões para ações de contenção e pagamento de aluguel. Para solucionar o problema, é a gente retirar essas famílias”, defendeu.
Cronologia
No último dia 12 de março, a cidade de Manaus foi atingida por fortes chuvas que provocaram o deslizamento de um barranco, destruindo 11 casas e vitimando oito pessoas.
No dia seguinte, uma segunda-feira (13), o MIDR iniciou os trabalhos de assistência à população afetada. Com o objetivo de alinhar a execução das ações de socorro, o ministro Waldez Góes entrou em contato com o senador Omar Aziz, o governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, e o prefeito de Manaus, David Almeida.
Na ocasião, foi enviada uma equipe da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, composta por seis servidores do Grupo de Apoio a Desastres (Gade), para fazer um mapeamento da área e auxiliar na elaboração do plano de trabalho.
Na terça-feira (14), o ministro Waldez Góez recebeu, em Brasília, o prefeito David Almeida e o vice-governador do Amazonas, Tadeu Silva, para discutir estratégias. O resultado foi frustrante











