Faturamento do jogo em Manaus supera o da final do Paulistão de 2012, que era até então o maior da história do clube. CBF só aceitou por causa da manutenção do Brinco de Ouro O empate em 0 a 0 com o Vasco na última quinta-feira, em Manaus, rendeu ao Guarani a maior renda de …
? JOGO EM MANAUS | Contra o Vasco, Guarani teve a maior renda de bilheteria de sua história; veja números

Faturamento do jogo em Manaus supera o da final do Paulistão de 2012, que era até então o maior da história do clube. CBF só aceitou por causa da manutenção do Brinco de Ouro
O empate em 0 a 0 com o Vasco na última quinta-feira, em Manaus, rendeu ao Guarani a maior renda de bilheteria de sua história. O jogo com mando do Bugre, realizado em meio a protestos de adversários, teve a presença de uma maioria esmagadora de torcedores vascaínos na Arena da Amazônia.
Os poucos mais de 33 mil ingressos vendidos resultaram em faturamento de R$ 2.801.270, o que representa a maior renda bruta da história do Guarani. Antes disso, a maior havia sido no primeiro jogo da final do Paulistão de 2012, contra o Santos de Neymar: R$ 1.849.376
Com despesas operacionais de mais de R$ 800 mil, a renda líquida de Guarani x Vasco ficou em R$ 1.989.644,30. Como mandante da partida, o clube de Campinas tem direito a 100% desse valor.
No entanto, ainda foram descontados R$ 612.777,15 dessa renda líquida. A dedução se deve ao adiantamento dos custos de passagem e hotelaria por parte da empresa que comprou o jogo, além de uma pequena porcentagem destinada à prefeitura de Manaus.
Os R$ 1.376.867,15 de lucro são divididos entre o Guarani e a empresa na forma combinada em contrato: 60% (R$ 826.120,29) para o clube e 40% (R$ 550.746,86) para a empresa.
A parte do Guarani ainda será depositada em uma conta da Justiça do Trabalho de Campinas, que há alguns anos penhora as bilheterias do clube como parte de um acordo para quitar dívidas trabalhistas. O valor que, de fato, entrará nos cofres do Bugre ainda será calculado.
Apesar dos descontos, um dirigente do Guarani ouvido pela reportagem disse que a vantagem econômica em levar o jogo para Manaus foi gritante. “É um alívio financeiro imenso, representa uma folha nossa praticamente”, contou.
A nível de comparação, a renda bruta do último jogo do Guarani como mandante, o clássico contra a Ponte Preta pela sexta rodada da Série B, foi de R$ 116.750. Já a líquida fechou em R$ 19.049,08.
Manutenção do Brinco de Ouro foi determinante
Também de olho no lado financeiro da questão, o Londrina propôs levar o jogo contra o Vasco para Cariacica, no Espírito Santo, mas a CBF vetou. Presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues explicou que não haviam “elementos palpáveis para mudança”. E acrescentou que a mudança do local do jogo entre Guarani e Vasco se deu por um “problema de gramado”.
O fato de o Guarani estar realizando o plantio do gramado de inverno no seu estádio foi determinante para que o jogo fosse realizado na Arena da Amazônia.











