Enquanto os projetos de resgate econômico por parte da Prefeitura de Manaus seguem a passos lentos, comerciantes instalados no centro da cidade amargam prejuízos dia a dia. Assaltos, furtos, arrombamentos, excesso de vendedores ambulantes e o esvaziamento do comércio têm gerado enormes prejuízos e, a cada ano, os clientes estão deixando de ir ao Centro, …
???? Menezes cobra ação emergencial para salvar Centro de Manaus

Enquanto os projetos de resgate econômico por parte da Prefeitura de Manaus seguem a passos lentos, comerciantes instalados no centro da cidade amargam prejuízos dia a dia. Assaltos, furtos, arrombamentos, excesso de vendedores ambulantes e o esvaziamento do comércio têm gerado enormes prejuízos e, a cada ano, os clientes estão deixando de ir ao Centro, optando por shoppings e outras áreas de comércio da capital.
A análise foi feita pelo candidato à Prefeitura de Manaus, coronel Alfredo Menezes (PL), nesta terça-feira (10), durante transmissão ao vivo. Ele esteve acompanhado do comerciante Allan Bandeira, que atua no setor há mais de 43 anos e possui uma rede de lojas varejistas.
“O Centro de Manaus precisa ser salvo. Não se pode ignorar uma área importante que ainda gera emprego e renda e que não traz beleza. Em cidades turísticas, é comum ver o centro repaginado e convidativo para o turista, enquanto que o nosso enfrenta grandes dificuldades. Parece até que o político que está no poder faz questão de ignorar aquela área da cidade”, pontuou Menezes.
Para o comerciante Allan Bandeira, faltam ações emergenciais e comprometidas por parte do poder público. Ele afirmou que somente a boa vontade não ajuda, embora as entidades de classe se mobilizem.
Bandeira destacou que 10 anos atrás, a rede de lojas da família tinha mais de 300 empregos com carteira assinada naquela região de Manaus. Atualmente, ele disse que o número não chega a 200.
“Eu acompanhei do auge ao declínio do Centro, até virar essa favela, com excesso de bancas, abandono e um total descaso. E para mim é muito lamentável porque realmente sou um entusiasta do Centro de Manaus. Já vi força de vontade de outras gestões para colocar os ambulantes em um lugar adequado, seguro, mas não foi suficiente. Hoje os comerciantes são obrigados a conviver com eles e vêm sobrevivendo não sei até quando”, lamentou, ao deixar claro que não é contra o vendedor ambulante, mas a falta de ação por parte do poder público que está sendo leniente e perdeu o controle com a categoria.
A fiscalização por parte da Prefeitura de Manaus não tem sido suficiente para conter o número cada vez maior de ambulantes. O maior problema é a sujeira. “Ele é um sobrevivente que está ali dia e noite. Respeito e converso com eles diariamente. Entretanto, há ruas no Centro que você não pode nem andar porque tem banca em todos lados, precisa de um controle. Entendo o lado social, mas eu como comerciante não posso ocupar a calçada, enquanto eles invadem e não deixam o meu cliente entrar na loja”, observou Bandeira.
Para Menezes, a conversa é para fazer um alerta as autoridades e chamar a atenção para a riqueza cultural e de patrimônio, além do empreendedorismo existentes naquela região de Manaus. Ele comentou, ainda, que a área sequer tem um banheiro público, nem mesmo pago, e, por isso, muitos ambulantes ou moradores de rua são obrigados a fazer suas necessidades a céu aberto.
“É preciso de um projeto viável e força de vontade para recuperar aquela área da cidade. Por isso, precisamos cobrar o poder público para que efetive as ações e cumpram as promessas feitas na campanha que, muitas vezes, servem apenas para enganar a população”, frisou Menezes.











