???? Políticos do Amazonas se mobilizam para restabelecer sistema de cotas da UEA em 50%

As cotas na Universidade Estadual do Amazonas (UEA) seguem ameaçadas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar a reserva de 80% das vagas para candidatos que cursaram o Ensino Médio no estado. A decisão pegou os estudantes de surpresa e gerou revolta nas redes sociais. Desde então, políticos do Amazonas se mobilizam para …

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As cotas na Universidade Estadual do Amazonas (UEA) seguem ameaçadas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar a reserva de 80% das vagas para candidatos que cursaram o Ensino Médio no estado. A decisão pegou os estudantes de surpresa e gerou revolta nas redes sociais. Desde então, políticos do Amazonas se mobilizam para reverter a situação e garantir a reserva de pelo menos 50% das vagas da instituição.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (União), montou um grupo de trabalho que reúne uma equipe da UEA, comissão de estudantes, deputados e a Procuradoria Geral do Estado (PGE-AM) para realizar estudos que ajudem a encontrar alternativas para o caso.

Após a reunião do grupo de trabalho, na última quinta-feira (4), a deputada estadual Drª. Mayara (Republicanos) propôs um projeto na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para garantir 50% das vagas da UEA para alunos do Amazonas e 50% para ampla concorrência, divididas em dois grupos: 30% para candidatos baixa renda e 20% para demais candidatos que tenham concluído Ensino Médio em qualquer estado ou no Distrito Federal.

O deputado federal Amom Mandel (Cidadania) também quer reverter a decisão do STF e protocolou, na última semana, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir aos estados e ao Distrito Federal a criação de uma norma que possibilite a reserva de vagas em instituições públicas de Ensino Superior para estudantes das redes públicas de ensino regionais.

Histórico

Por unanimidade de votos, o STF derrubou a política de cotas que reserva 80% das vagas oferecidas pela UEA a estudantes do Amazonas. Os ministros concordaram que o percentual é excessivo, mas não há maioria formada quanto à tese. A tese defendida pelo então ministro Marco Aurélio Mello é a que mais tem aderência aos pedidos feitos pelos políticos.

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