Segundo presidente, investigação da PF foi baseada em pedido feito pelo ex-ministro à CGU e tenta “desgastar” governo. O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro neste domingo (26.jun.2022) e disse considerar “injusta” a prisão preventiva feita pela operação Acesso Pago da PF (Polícia Federal). Milton é investigado por tráfico de influência, …
? PRISÃO INJUSTA | Prisão de Milton Ribeiro foi “injusta”, diz Bolsonaro

Segundo presidente, investigação da PF foi baseada em pedido feito pelo ex-ministro à CGU e tenta “desgastar” governo.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro neste domingo (26.jun.2022) e disse considerar “injusta” a prisão preventiva feita pela operação Acesso Pago da PF (Polícia Federal). Milton é investigado por tráfico de influência, advocacia administrativa, prevaricação e corrupção passiva na liberação de recursos enquanto esteve à frente da pasta
“Qualquer depósito acima de R$ 10.000 é atípico, mas não justificava o que fizeram com o Milton. O objetivo é constranger, humilhar, dizer que o governo é corrupto, que é igual ao do [ex-presidente] Lula, essas coisas todas”, disse Bolsonaro em entrevista ao programa 4 por 4, da Jovem Pan.
Na 5ª feira, a defesa do ex-ministro confirmou o recebimento de um depósito no valor de R$ 50.000 na conta de Myriam Ribeiro, mulher de Milton. A origem do dinheiro não foi divulgada.
Segundo o presidente, o relatório enviado pela CGU (Controladoria-Geral da União), que serviu de base para a abertura do inquérito do PF, foi solicitado pelo próprio ex-ministro para fazer um “pente-fino” dentro do MEC (Ministério da Educação).
“O Milton achou que algo estava errado com algumas pessoas que estavam ao seu lado, a forma que era assediado, e pediu à CGU que fizesse um pente-fino em contratos e observasse a ação dessas pessoas na medida do possível e dentro da legalidade”, disse Bolsonaro.
“Então são todas narrativas que tentam desgastar o governo, nada além disso”, afirmou.
Segundo Bolsonaro, sua gestão dá liberdade aos ministros para atuarem à frente das pastas, mas disse que os aconselha a estarem atentos à fiscalização da oposição. “Vocês vão ser vigiados pela esquerda 24h por dia, porque eles vão tentar descobrir algo que porventura vocês tenham feito de errado aqui no Ministério”, afirmou.
O presidente considerou que não houve casos de corrupção em sua gestão, mas ressaltou que, “se acontecer”, está comprometido em “colaborar com a investigação”.
“E o que eu sei até o momento: nenhum ministro meu errou”, disse o presidente.
Milton Ribeiro foi o 1º ex-ministro do governo Bolsonaro a ser preso. A PF apura a interferência de pastores evangélicos na liberação de recursos públicos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Além de Milton, solto por ordem judicial na 6ª feira (24.jun), também foram presos os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, o advogado Luciano Musse e o ex-assessor da Prefeitura de Goiânia Helder Bartolomeu.











