A instalação das comissões mistas (com deputados e senadores) — que analisam as medidas provisórias (MPs) —, gerou uma briga entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Lira passou as últimas semanas tentando costurar um acordo para que o rito das comissões permanecesse como …
???? Rodrigo Pacheco sai em defesa de Renan e gera confusão pública com Arthur Lira

A instalação das comissões mistas (com deputados e senadores) — que analisam as medidas provisórias (MPs) —, gerou uma briga entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Lira passou as últimas semanas tentando costurar um acordo para que o rito das comissões permanecesse como acontecia durante a pandemia, mas não obteve sucesso. Na quarta-feira 22, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) pediu uma questão de ordem a Pacheco pedindo a instalação das comissões, argumentando que os colegiados deveriam ter sido retomados há muito tempo, pois crise sanitária da covid-19, que mudou o rito das comissões, já acabou.
Lira não gostou da atitude de Calheiros, seu maior rival político. Menos ainda da decisão de Pacheco de acolher o pedido do senador alagoano. “Estamos com algumas dificuldades de entender quem é que manda ou dirige o Senado”, declarou o presidente da Câmara. “Se são as questiúnculas de Alagoas, que não devem interferir, ou se são os posicionamentos políticos. Não entendo.”
Ao acolher o pedido de Calheiros, Pacheco não teria mais a necessidade de aprovar um ato conjunto entre o Senado e a Câmara — o que Lira tentava fazer. Desse modo, bastaria que o senador mineiro despachasse as MPs para as comissões mistas e cobrasse a indicação de seus integrantes pelos líderes das Casas.
Lira ainda deixou claro que, se Pacheco instalasse as comissões mistas, a Câmara não indicaria os deputados para integrá-las. Mas, nesse caso, caberia ao presidente do Congresso, Pacheco, indicar no lugar de Lira.
Segundo o deputado alagoano, o seu posicionamento reflete a vontade dos membros da Câmara e do governo Lula, que, segundo ele, deu uma ordem expressa para que o rito de análise das MPs fosse mantido como nos últimos anos.
“Lamento que a política regional de Alagoas interfira no Brasil. O Senado não pode ser refém de Alagoas e nem do Amapá [em referência ao senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)]. O Senado é maior”, continuou Lira.
Fonte: Revista Oeste
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