As eleições municipais estão começando a afunilar e tudo começa de verdade após as convenções, que se encerram no dia 5 de agosto. Após essa data, com todos os nomes definidos, as peças estarão colocadas no tabuleiro do xadrez político e as crianças serão retiradas da sala. Apenas os adultos ficarão para assistir ao filme, …
????Coluna 96 de Fred Melo | O eleitor vota no candidato do momento, o resto ele vê depois!

As eleições municipais estão começando a afunilar e tudo começa de verdade após as convenções, que se encerram no dia 5 de agosto. Após essa data, com todos os nomes definidos, as peças estarão colocadas no tabuleiro do xadrez político e as crianças serão retiradas da sala. Apenas os adultos ficarão para assistir ao filme, que diga-se de passagem é impróprio para menores de 16 anos, quase uma pornografia, algo como o “Império dos Sentidos”.
É fato que o eleitor, em sua grande maioria, acaba escolhendo um candidato com base na simpatia momentânea, na capacidade de se comunicar e se conectar com o público, ou até mesmo pelo encanto das promessas vazias animadas pela computação gráfica e uma propaganda bem feita.
A reflexão sobre os projetos e propostas dos candidatos fica sempre em segundo plano e o que realmente importa é a imagem e o discurso daquele momento.
Um Manaus, por exemplo, temos um candidato que virou febre entre os jovens e os descrentes da velha política: Amom Mandel.
Enquanto o atual prefeito, com suas pinturas cafonas e uma forma arrogante e prepotente de se apresentar publicamente, lidera em rejeição em todas as pesquisas divulgadas até o momento, Amom faz uma propagando que foge completamente ao tradicional. Pode conquistar, mas pode também decepcionar, uma aposta nos extremos.
Também é mais que perceptível o esforço hercúleo da comunicação de Roberto Cidade para colocar um tempero em suas aparições. Ele, que é uma pessoa muito cordata, tem cara de bom moço, sempre com um discurso muito equilibrado, gentil e construtivo, começou a ver que o povão gosta mesmo é do embate, daquele candidato que chama o adversário para o ringue.
Agora, ele está mandando até o atual prefeito “tomar vergonha na cara”. Percebeu que o jeito de bom rapaz não estava funcionando e subiu o tom. Com metamorfose em andamento, ele começou a dar resultado, ainda tímido, mas é aguardar para ver o que acontece.
Quando lembramos de Alberto Neto, que nessa semana “casou” com Maria do Carmo Seffair, pensamos imediatamente que suas chances se resumem ao link que ele pode conseguir unindo sua figura à imagem de Bolsonaro.
Todos os temas relacionados a projetos para Manaus serão desprezados e o que vai valer é a figura do maior expoente da direita do Brasil. O grande desafio será fazer com que essa maioria conservadora veja nele a identidade de Bolsonaro, exatamente como eles viram e ainda veem na figura do Coronel Menezes.
Quem corre por fora, mas tem uma imagem hoje vista com desconfiança, até mesmo pela esquerda, é Marcelo Ramos. A dificuldade dele não é falar sobre projetos para a cidade de Manaus. Ele, com um microfone na mão e sem trava na língua, é um tormento para qualquer debatedor.
O maior problema é que sua figura política está desgastada até com o eleitor da esquerda e, para piorar o que estava ruim, ele uniu a figura de Lula ao seu cardápio. Isso deve proporcionar um resultado simplesmente desastroso. Marcelo Ramos, atualmente, reúne uma rejeição considerável entre a população com a figura detestável pelo manauara do atual presidente. Manaus não é o Nordeste brasileiro e, por aqui, na capital, ele não se cria.
A política é esse conjunto de fatores, mas a simpatia popular na hora do voto fala mais alto do que qualquer projeto.
QUE PHASE!











