????Líder de David Almeida na CMM quer censurar imprensa que noticiou seu esquema de desvio de R$ 56 milhões

O líder do prefeito David Almeida (Avante), vereador Eduardo Alfaia (Avante), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ingressou uma ação no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para censurar os veículos de comunicação Radar Amazônico e Revista Cenarium. A ação judicial veio após o Radar noticiar na última quarta-feira (18) que o vereador já foi …

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O líder do prefeito David Almeida (Avante), vereador Eduardo Alfaia (Avante), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ingressou uma ação no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para censurar os veículos de comunicação Radar Amazônico e Revista Cenarium. A ação judicial veio após o Radar noticiar na última quarta-feira (18) que o vereador já foi preso no ano de 2015, durante a Operação Cauxi.

Eduardo Alfaia foi preso após ser investigado em uma operação que desarticulou uma organização criminosa que promovia fraudes em licitações e em contratos de aluguéis na Prefeitura de Iranduba (a 19 quilômetros de Manaus), cujo rombo aos cofres públicos foi de R$ 56 milhões. No processo com mais de 7 mil folhas, ele inclusive serviu de testemunha ao ex-prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, que foi condenado por corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Na ação judicial, o líder do prefeito David Almeida na Câmara alega que a informação é inverídica e que “jamais foi preso em qualquer operação da Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público, tampouco teve qualquer participação em qualquer espécie de esquema de corrupção”.

O parlamentar disse ainda que “não é contrário à liberdade de expressão ou à liberdade de impressa, desde que baseadas em fatos verídicos, o que não é o caso em questão, ao passo que jamais foi preso, tampouco participou de qualquer tipo de esquema de corrupção”.

Eduardo Alfaia disse ainda que a matéria possui caráter eleitoral. O vereador solicitou que o material divulgado pelo Radar e pela Cenarium seja retirado do ar. Caso o pedido não seja atendido, foi estipulada uma multa no valor de R$ 50 mil, cada.

Sobre a operação

Em novembro de 2015, Eduardo Alfaia foi um dos investigados na Operação Cauxi, que teve como alvo também o ex-prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, acusado de comandar esquema de corrupção em licitações que teria gerado prejuízo de R$ 56 milhões ao Município.

Os integrantes do esquema foram acusados de praticarem crimes como peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade fiscal durante a execução de contrato de obras, serviços e aquisição de materiais para a Prefeitura de Iranduba.

Os acusados foram: Eduardo Assunção Alfaia, David Queiroz Félix, Edu Corrêa Souza, Nádia Medeiros de Araújo, André Maciel Lima, Sérgio Souza, Almir da Silva Prestes, Josimar Martins Marinho, Genilson Ferreira da Silva, Piter Vilhena Gonzaga, Leandro do Vale e Silva, Angela Rayane do Amazonas Medeiros de Araújo, José Odenilson Santana Oliveira, Carlos Roberto Costa Oliveira, Cláudio Henrique Costa Oliveira, Anny Glez Fialho da Silva e César Alemberg Dias Rios.

Bate-boca

Durante a sessão plenária na CMM na última quarta-feira (18), Eduardo Alfaia protagonizou um bate-boca com o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) após a instauração de duas CPIs para investigar pagamentos feitos a portais de notícias e à família de David Almeida.

Na ocasião, Rodrigo Guedes foi chamado de “vagabundo” e “palhaço” por Eduardo Alfaia durante a discussão. Visivelmente furioso com a instauração das CPIs, o líder do prefeito de Manaus passou a atacar os colegas e sobrou até para o presidente da CMM, vereador Caio André (União), que foi ameaçado por Alfaia.

Após Rodrigo Guedes repercutir as matérias e a discussão no plenário em suas redes sociais, Eduardo Alfaia também entrou com um processo na Justiça Eleitoral, pedindo direito de resposta do parlamentar.

Veja ação judicial na íntegra:

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