????PF liga caso de vacina de Bolsonaro a urnas e milícias digitais para manter ação com Moraes

O pedido da Polícia Federal (PF) que levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por suposta participação na inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid no Ministério da Saúde, apontou uma possível ligação dos suspeitos com grupos que …

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O pedido da Polícia Federal (PF) que levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a determinar busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por suposta participação na inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid no Ministério da Saúde, apontou uma possível ligação dos suspeitos com grupos que lideraram manifestações a favor do governo em 7 setembro de 2021. O ato contou com protestos contra o STF, o próprio ministro e também contra as urnas eletrônicas. Por isso, a PF pediu que o novo caso fosse investigado por Moraes no âmbito do inquérito das “milícias digitais”.

O caso também deveria tramitar no STF, conforme a PF, porque a investigação constatou que o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ) também teria se beneficiado do esquema de falsificação. Ele também foi alvo de busca e apreensão nesta quarta (3).

O inquérito das milícias digitais foi aberto por Moraes em 2021, após o arquivamento, a pedido da PGR, do inquérito dos “atos antidemocráticos”. Desde então, tem sido usado por Moraes para investigar diversos fatos relacionados a um grupo ligado ao ex-presidente que promoveria, nas redes sociais, “ataques” às instituições.

Para manter o caso do cartão de vacinação com Moraes, a PF afirmou que haveria agora uma “materialização no mundo real dos objetivos” desse grupo, “transbordando sua atuação para além da esfera virtual”. “Seja nas redes sociais, seja na realização de inserções de dados falsos de vacinação contra a Covid-19, ou no planejamento de um golpe de Estado, o elemento que une seus integrantes está sempre presente, qual seja, a atuação no sentido de proteger e garantir a permanência no poder das pessoas que representam a ideologia professada”.


Depois, faz menção ao chamado “gabinete do ódio”, que é a forma como opositores de Bolsonaro se referem a um grupo de assessores da Presidência que defendiam o governo e criticavam adversários nas redes. Os investigados no caso da falsificação de comprovantes de vacinas, no entanto, são outros: basicamente, militares que tinham cargos de ajudantes de ordens do ex-presidente. Ainda assim, o delegado do caso, Fábio Shor, apontou uma relação em razão da “difusão de notícias falsas envolvendo a pandemia e ataques à vacinação contra covid-19”.

“A estrutura criminosa criada no município de Duque de Caxias/RJ foi utilizada para propiciar que pessoas do círculo próximo do ex-Presidente da República Jair Bolsonaro pudessem burlar as regras sanitárias impostas na Pandemia da covid-19 e por outro lado, manter coeso o elemento identitário do grupo em relação às suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”, diz o pedido da PF, assinado por Shor.

“A recusa em suportar o ônus do posicionamento contrário à vacinação, associada à necessidade de manter rígida, perante seus seguidores, a ideologia professada (não tomar vacina contra a Covid-19), motivaram a série de condutas criminosas perpetradas”, complementou o delegado em seguida.

Fonte: Gazeta do Povo

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