Coluna 04 de @fredmeloo TEMA: PARA REFLEXÃO

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

Nós temos que estar conscientes de um fato: Os benefícios fiscais da ZFM vão acabar em 2073 e se ficarmos alimentando essa expectativa da monocultura econômica vamos voltar a ser porto de lenha.

Alguns políticos e congressistas do nosso estado que tiveram a oportunidades de criar outras matrizes econômicas complementares a Zona Franca de Manaus, quando estavam no poder simplesmente não fizeram o dever de casa. Hoje são os mesmos que vociferam no congresso defendendo a sua miopia do passado. Além do mais, eles agora inseriram uma outra cantinela aos seus discursos : “veja bem, agora não é o momento” !!!!

Eu diria o seguinte: o momento É AGORA, JÁ ! Vamos aproveitar a revolução na área de infraestrutura que o país passa e planejarmos o nosso futuro. Se fizermos isso sofreremos somente uma vez e não ficaremos a todo momento miando e choramingando nas mídias sociais o leite derramado!

Há uma necessidade imperiosa de se criar novas matrizes econômicas e isso é para ontem, essa cantilena política de “VOU DEFENDER A ZFM EM BRASÍLIA” esgotou, está vencida,
O Brasil ?? não vai deixar de se desenvolver por conta da ZFM, isso está bem claro, quem não encarar essa realidade ficará no passado.

A ZFM, permitiu avanços econômicos extraordinários para nosso estado, mas, infelizmente com políticas paralisantes e, repito, a falta de visão de futuro dos nossos governantes nos últimos 30 anos, inibiu o surgimento de alternativas econômicas. 

No Pará, depois de alguns anos de depressão, o povo resolver enfrentar suas dificuldades e desobedeceu regras improdutivas rompendo as algemas do ecologicamente correto, partindo para o uso racional de suas riquezas e a exploração dos estoques de madeira, minerais e etc.

Tem mais, o imposto que ‘protege’ a grande indústria nacional de bicicletas é 35%, uma barbaridade, gerando uma ilha de favores que virou uma máquina de enriquecimento de poucas famílias. A proposta é reduzir gradualmente para 20% até dezembro, o que ainda permite competitividade e adaptação para a nossa indústria dentro deste período.

Não devemos gastar energia com isso. Defender 35% de vantagens comparativas é exagero, eu até iria para ruas em defesa dessas vantagens se essas ou essa indústria em paralelo deixasse proporcionalmente ganhos sociais concretos para meu estado e para nossa gente e isso não acontece nem de longe.
Usar a força da sociedade para manter vantagens que só alcançam o bolso do dono? Penso ser melhor encontrar outras alternativas e, insisto, desenvolver novas matrizes econômicas.
Essa história de manter vantagens comparativas em troca da preservação ambiental é quase uma chantagem emocional barata e uma resenha cansada que não está mais conseguindo convencer.Precisamos pensar e planejar o Amazonas para o futuro e isso não passa pelos políticos profissionais, esses já tiveram suas oportunidades e nada realizaram para desenvolver de forma perene e sustentável o nosso estado.
Que phase!

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