Coluna 04 de @study.fraiji Tema: O mal de todo dia Otto Adolf Eichmann foi um dos principais organizadores do Holocausto, na Alemanha nazista.

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

Um homem repugnante, maléfico, uma das piores pessoas que já pisou na Terra; esse indivíduo não podia ser alguém normal para cometer algo tão terrível quanto o extermínio de milhões de inocentes. Mas, se você o visse na rua há cinquenta anos, julgaria-o como alguém banal. Ele seria só mais alguém caminhando, seguindo para o trabalho como qualquer outra pessoa que vivia ali.
Entende o quão distorcido isso é?
Em contraponto, temos Hannah Arendt, uma filósofa, historiadora, socióloga alemã e judia, que durante a Segunda teve de se refugiar nos Estados Unidos para não se tornar mais uma estatística nesse evento horrendo que o nosso mundo teve de presenciar naquela época. A própria foi chamada para acompanhar o julgamento de um dos algozes do Holocausto e documentou em sua obra, “Eichmann em Jerusalém”, as suas impressões sobre o homem.
Neste julgamento, as pessoas esperavam ver alguém que possuía em sua face nada além do mal, em sua forma mais pura. Porém, suas expectativas foram quebradas ao perceber que aquele se tratava de um servidor público que, na esperança de vencer na vida, cumpria ordens, sem nem mesmo refletir sobre elas. Cego pelo poder, era incapaz de perceber as consequências de suas ações nas vidas que elas impactaram.
Quantos de nós cumprimos ordens, sem pensar sobre as suas consequências? Quantos de nós reproduzimos comportamentos que ferem o nosso próximo por não pararmos para pensar em quão ruim isso pode ser? “Ah, mas todo mundo faz isso. Isso é normal. Eu sempre fiz isso, por que vou parar agora?”
Exatamente. O mal que Hannah Arendt viu nos olhos de Eichmann é o mal que podemos praticar todos os dias, se não pensarmos bem no que estamos fazendo.
Para concluir, gostaria de informá-los que sim, há um antídoto para isso! Uma cura! E sabe qual é? Isto mesmo: o pensamento, a reflexão.

Em ordem de caminharmos em direção a uma sociedade mais justa e igualitária, não podemos continuar reproduzindo em massa a maldade banal; precisamos refletir e pesar as nossas ações.
O bem é muito mais profundo e exigente que o mal, por isso nem todos escolhem fazê-lo; mas quem o faz, esse sim é abençoado e justificado.
Gabriella Melo

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