REVOLUÇÃO NA ENERGIA: Novo sistema de energia solar promete uma revolução no setor. Veja e entenda:

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

Em breve um novo sistema de energia solar, que está sendo estudado como alternativa às hidrelétricas, pode ser implantado em Petrolina, no estado de pernambucano. O projeto conta com a ajuda de um instituto alemão, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e da Universidade Federal do Ceará (UFC). Eles pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armazenar energia para ser usada a qualquer momento, inclusive à noite.

A geração de energia heliotérmica usa o sol como fonte indireta de eletricidade. Em uma área plana são instalados um conjunto de captadores espelhados para gerar energia. Os espelhos se movimentam de acordo com a posição do sol e refletem os raios para uma torre chamada “torre solar” onde o calor é armazenado e transformado em energia. A energia fotovoltaica, já explorada no Brasil, não é capaz de guardar o calor produzido e isso é o que difere desse novo sistema.

“No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite”, explica o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição, Paulo Alexandre Rocha.

O pesquisador ainda explica: “A fotovoltaica tem limite de aleatoriedade. Se não tiver sol ela para, então sempre tem que ter a hidrelétrica dando suporte como complementação. No caso da eólica, é muito similar. Se você não tem vento, precisa acionar turbinas da hidrelétrica para compensar a baixa produção. Já com o sistema de armazenamento térmico, as turbinas seriam acionadas em caso extremo”.

65% da eletricidade do país é proveniente das hidrelétricas. A intenção do projeto é mudar esse cenário. “À medida que os recursos hídricos estão exíguos e deficitários, e até por uma questão de hidrologia estão com pouca água, se faz necessário que rapidamente a gente encontre outra alternativa para armazenamento de blocos de energia”.

A cidade de Petrolina foi escolhida pela intensidade solar acentuada. Benedito Parente acrescenta, “A maioria do território brasileiro tem vocação, mas o semiárido tem ainda mais”, reforça. Para ele, a energia solar heliotérmica é “uma grande esperança para a produção energética do futuro, uma das mais atraentes”. 
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