Coluna 09 de @study.fraiji

Mais lidas
Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

    Você já sentiu como se houvesse uma força que o motivasse a fazer certas coisas, mesmo que não seja o certo ou o que você realmente quer? E quanto mais você satisfaz o querer dessa força, mais você se sente compelido a continuar obedecendo-a? Segundo Schopenhauer, filósofo alemão tachado de pessimista, essa “força” se chama Vontade. Ele a define como um “cego robusto que carrega um aleijado que enxerga”. O que você consegue depreender dessa frase?
    Por mais que tentemos satisfazer os desejos da Vontade, nunca ficaremos satisfeitos para sempre, uma vez que sempre existe a próxima melhor coisa. Em virtude disso, quanto mais corremos atrás dos objetivos imputados em nossas mentes por essa força, menor é a nossa capacidade para parar de fazê-lo. Assim, quanto mais conquistamos, mais queremos conseguir e é dessa concepção que nasce o sofrimento humano, segundo o filósofo alemão.
    Entretanto, ele não se acomodou e aceitou que seria infeliz para sempre. Na verdade, ele correu atrás de algo que pudesse pôr fim a esse sofrimento, e nessa caminhada, encontrou a filosofia fundada por Sidarta. Este foi um príncipe de uma região do sul do Nepal que, ao renunciar ao seu trono, dedicou-se à erradicação das causas do sofrimento humano e foi o primeiro homem a atingir o estado de espírito “iluminado”, conhecido por muitos de Buda. Desse modo, Schope – apelido para íntimos – achou a solução para seu mal: em ordem de alcançar a liberdade do sofrimento, ele precisava abrir mão de sua vontade e viver uma vida autônoma.
    Na realidade, ele nos deixou duas opções para que pudéssemos viver uma vida livre de sofrimentos: a primeira, tornar-se monge e desistir de nossas vontades; a segunda, dedicar mais tempo à arte e a filosofia, pois, dessa forma, nos livrar-se-íamos das desilusões que provocam dor. 
    Para terminar a coluna de hoje, gostaria de deixar duas frases para reflexão neste domingo:
    “A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças do que nos nossos bolsos.”
    “A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida e que se desenvolve para suavizá-la.”

Publicidadespot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Publicidadespot_img
Últimas notícias

🔶 Saiba quem são os vencedores dos Prêmios Literários Cidade de Manaus

Com 876 inscritos, os Prêmios Literários Cidade de Manaus premiaram nove participantes. Entre eles, Ricardo Lima da Silva que...
Publicidadespot_img

More Articles Like This

Publicidadespot_img