CRÉDITO DE CARBONO

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

O país apresenta grande potencial de unidades de carbono certificadas. Commodity que terá “boom”de crescimento a partir de 2021.

Com a pressão mundial para redução da emissão dos gases do efeito estufa.

O mercado de carbono surgiu a partir da criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC, em inglês), durante a ECO-92, no Rio de Janeiro.

Durante uma de suas mais importantes reuniões em Quioto, Japão, foi decidido que os países signatários deveriam assumir compromissos mais rígidos para a redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa, ficando conhecido como Protocolo de Quioto.

Assim, o objetivo central do Protocolo de Quioto passa a ser que os países limitem ou reduzam suas emissões de gases de efeito estufa. Por isso, a redução das emissões passam a ter valor econômico.

Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. podendo ser negociado no mercado internacional.

No entanto, a redução da emissão de outros gases, também considerados geradores do efeito estufa, pode ser convertido em créditos de carbono.

Potencial brasileiro para o mercado de carbono

Acordo de Paris assinado por 195 nações que precisam de alternativas para cumprirem suas metas.

Muitas dessas opções passam pela substituição de combustível fóssil por energia limpa. Muito relacionado com a madeira, capaz de fornecer insumos como a lignina e prover combustível limpo a partir do manejo sustentável. E o país tem madeira em abundância.

O Brasil tem a vantagem de possuir além das opções de combustível limpo, também as florestas, que removem carbono. Além de deter muitas áreas com enorme potencial eólico e solar. A maioria dos países não tem muitas opções e precisarão comprar créditos de carbono.

O Brasil tem a chance de entrar neste mercado oferecendo serviços ambientais.

Outro ponto chave é não só a regulamentação mas também a certificação do crédito de carbono para que seja amplamente utilizado e comercializado.

O governo brasileiro já iniciou um processo de estudo do mercado doméstico de carbono e o Brasil tem grandes chances de liderar a regulamentação desse serviço, que hoje funciona basicamente como mercado voluntário. Se se comprometer com políticas públicas nesse sentido, será um exportador dessa nova commodity que terá alto valor comercial daqui em diante.

Estamos com foco no fato e no Carbono.

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