FOGUETE CHINÊS

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

O lançamento obteve sucesso, mas o estágio principal do foguete, que é descartado na subida, não se comportou como planejado, seguindo sem controle devendo cair na terra nesse sábado (8). O local ainda é incerto.

A China lançou um módulo não tripulado na quinta-feira (29.abr.2021) contendo o que se tornará o alojamento de três tripulantes em uma estação espacial permanente que planeja concluir até o final de 2022, de acordo com a mídia estatal chinesa.

O módulo, denominado “Tianhe”, ou “Harmonia dos Céus”, foi lançado no Long March 5B, o maior foguete carregador da China, às 11h23 (0323 GMT) do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na ilha sul de Hainan .

Tianhe é um dos três componentes principais do que será a primeira estação espacial desenvolvida pela China. Contrapondo com a única outra estação em serviço – a Estação Espacial Internacional (ISS). Que é apoiada pelos Estados Unidos, Rússia, Europa, Japão e Canadá. A China foi impedida de participar pelos Estados Unidos.

Composto por um núcleo e quatro motores laterais, o LongMarch 5B não é reutilizável como os foguetes usados pela NASA e SpaceX. O planejado era que o estágio central, de 30 metros de comprimento, 5 de largura e 20 toneladas, realizasse queimas de combustível para se afastar da Terra. Porém, isso não aconteceu, e o governo chinês não divulgou detalhes sobre o procedimento.

Radares militares dos Estados Unidos monitoram o objeto, catalogado como 2021-035B. Que está viajando sem rumo a uma velocidade de mais de 7km/s (25.200 km/h), a cerca de 300km de altitude e segue baixando. Sendo um dos maiores lixos espaciais da história a cair no planeta.

Por enquanto, não é possível prever como a atmosfera irá queimar e despedaçar o objeto — tudo depende da densidade, ângulo e velocidade com que ele avançar, entre outros fatores, ou mesmo o tamanho das partes que podem sobreviver à reentrada. Só podendo ser definidos quando os restos do foguete entrem novamente na órbita terrestre.

Acredita-se que entre 20% a 40% do foguete possa resistir, principalmente os componentes feitos de materiais resistentes ao calor, como tanques e propulsores. Seguindo a probabilidade, as chances de um fragmento atingir uma área habitada são pequenas, pois, regiões vazias e oceanos correspondem a mais de 70% do planeta. Entretanto, danos a construções e/ou ferimentos a seres humanos não foram totalmente descartados.
Estamos com foco no fato e no Foguete Chinês.

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