BULLYING VIRTUAL

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Julio Gadelha
Secretário da Redação e Analista Profissional de Marketing formado pelo Uninorte-AM

As entidades que governam o futebol inglês apoiaram uma nova lei, em planejamento, para punir empresas de redes sociais que não coibirem ofensas virtuais como o ódio racial. Apelando que ela seja sancionada o mais rápido possível.

O Projeto de Lei de Segurança Digital quer multar as empresas de redes sociais em até 10% do faturamento, ou o equivalente a U$ 25,4 milhões (aproximadamente R$ 133,8 milhões), e administradores de alto escalão também poderiam enfrentar processos criminais.

Plataformas de redes sociais populares foram boicotadas por atletas profissionais, times, entidades de governança e emissoras no início deste mês em reação às ofensas raciais virtuais constantes contra muitos atletas negros.

“As empresas de redes sociais precisam ser responsabilizadas por proteger seus usuários”, disseram a Premier League, a federação inglesa, a EFL e várias outras entidades em um comunicado conjunto. “O boicote recente de redes sociais, que foi liderado pelo futebol inglês… mostrou que para nós, coletivamente, já chega”. 

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, disse que é preciso agir após um crescimento de ofensas e demonstrações de ódio virtuais direcionadas a jogadores de futebol e pessoas ligadas ao esporte.

“Tem havido ofensas tanto no campo quanto nas redes sociais. Isto é inaceitável e precisa ser detido, com a ajuda do público, de autoridades legislativas e dos gigantes das redes sociais”, disse ele em um comunicado. “Permitir que uma cultura de ódio cresça com impunidade é perigoso, muito perigoso, não somente para o futebol, mas para a sociedade como um todo. Já aguentamos demais estes covardes que se escondem atrás do anonimato para expelir suas ideologias nocivas.”

As entidades disseram que o anúncio representou um progresso e saudaram a oportunidade de trabalhar com o governo para “fazer com que medidas sejam adotadas o mais rápido possível”.

“Pedimos que as empresas de redes sociais reconheçam o impacto de sua inação e que assumam a responsabilidade moral agindo agora para tratar das ofensas em suas plataformas antes de o regulamento entrar em vigor.”

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