FUNDO ANJO

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Julio Gadelha
Secretário da Redação e Analista Profissional de Marketing formado pelo Uninorte-AM

Startup de Robótica que renova vida útil de máquinas industriais recebe R$ 1,2 mi, fundo gerido pela DOMO Invest, e vai ajudar a Brisa Robótica no objetivo de ganhar escala no mercado.

A Brisa Robótica, uma startup que trabalha com o desenvolvimento de softwares e dispositivos para dar nova vida útil às máquinas da indústria consideradas obsoletas, está recebendo um aporte de R$ 1,2 milhão liderado pelo Fundo Anjo, que é gerido pela DOMO Invest e pertence ao BNDES. A rodada também contou com as participações da gestora Urca Angels, de Guilherme Bonifácio, fundador do IFood, e de Gabriel Domingos, diretor de marketing da Vivo.

A história da Brisa Robótica começou em 2015. Na época, o pernambucano Thiago de Freitas, 34, engenheiro eletricista (ex-Instituto Fraunhofer), trabalhava para uma companhia alemã de tecnologia que iniciara a construção de uma divisão de sistemas autônomos, quando conheceu o francês David Bensoussan, 29, engenheiro de sistemas que desenvolvia projetos na mesma empresa. O primeiro produto da área recém-criada seria um cortador de grama.

Mais tarde, Freitas e Bensoussan conseguiram trazer a solução para o mercado nacional quando o pernambucano retornou ao Brasil, em 2018. Hoje, além do cortador de grama autônomo, a startup tem como produtos os devices com câmeras, radares GPS e sensores, que são agregados às empilhadeiras, rebocadoras e paleteiras, para torná-las máquinas inteligentes – é possível, ainda, fazer a docagem autônoma de iates.

Para uma rápida analogia, a solução da Brisa é comparável à inserção de dispositivos (Apple Tv, Chromecast…) em TVs analógicas com o objetivo de convertê-las em equipamentos inteligentes (Smart TV).

A pegada de Robots as a service (robôs como serviço) da startup possibilita que seus clientes consigam, através de pequenos dispositivos, ter a localização da infraestrutura e do fluxo de pessoas em uma determinada área, verificar deficiências e apontar melhorias para ganhar produtividade ou mesmo identificar se o operador está em um local onde não deveria. “Nós oferecemos uma forma de atualizar a tecnologia dos equipamentos sem a necessidade de investimento adicional”, explica o CEO Thiago de Freitas.

Desde a sua criação, a startup vem avançando pouco a pouco no mercado com um portfólio que tem grandes empresas de origens alemã, espanhola e holandesa. Em 2018, eram dois clientes. Já em 2019, a carteira passou a ter quatro mega indústrias e ganhou mais duas contas em 2020. Entre os clientes da Brisa, estão a brasileira Vale(mineração) e a holandesa Vanderlande (logística).

Para De Freitas, a entrada de recursos do fundo administrado pela DOMO pode contribuir com a proposta de ganhar espaço no mercado. “Vamos organizar a máquina de vendas e estruturação do negócio para buscar capilaridade e distribuição dos processos”, disse. A empresa tem a matriz em Recife (PE), mas conta com escritórios em São Paulo (SP) e Florianópolis (SC).



Mais importante do que o número de clientes, que deve chegar a 10 até dezembro, é a possibilidade de ampliar o atendimento nas empresas para as quais já presta serviço. 

Atualmente, são 21 máquinas com os dispositivos e softwares instalados da Brisa, mas a expectativa é ter mais de 100 até o fim de 2021. Há, inclusive, a previsão de inserir as soluções em cerca de 350 máquinas em um único cliente no final do ano.

“A Brisa dá sobrevida aos equipamentos antigos, o que casa muito bem com a ideia de economia de países em desenvolvimento, mas também para aqueles que são desenvolvidos”, avalia o sócio da DOMO Invest, Franco Pontillo. “Além disso, você ainda automatiza e melhora os processos internos.”

A Brisa Robótica possui dois perfis de clientes: além da indústria que tem os rebocadores e empilhadeiras, existem as novas fabricantes de equipamentos. No segundo caso, as empresas não têm um estoque tão obsoleto, mas o mesmo pode ser melhorado e atualizado para ter a tecnologia da startup embarcada na largada. Aqui, entram máquinas para o transporte de bagagem em aeroportos ou robôs para e-commerces.

Com isso, a Brisa pretende tornar sólido alguns atributos importantes para as novatas de tecnologia: escalabilidade e vida útil das soluções a longo prazo. “É bom para todas as pontas. Para o fabricante, porque ganha tempo e economiza capital para investir em equipe e desenvolvimento do produto dele, e para a Brisa, para gerar um ciclo contínuo de receita”, finalizou De Freitas.

Tanto o CEO da Brisa quanto a DOMO Invest confirmam que já há conversas iniciais para uma nova – e mais robusta – rodada de captação no mercado de venture capital. Esse movimento deve ocorrer entre o fim de 2021 e o próximo ano, com a entrega dos resultados até dezembro.

Fonte: Revista PEGN

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