PORTA DOS FUNDOS: Ex- Governador do Rio de Janeiro, cassado por corrupção, pede para deixar a CPI após ser confrontado por Flávio Bolsonaro

Mais lidas
Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

Após cerca de cinco horas de depoimento, o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, comunicou o presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), que deixaria a sessão, o ex-juiz federal estava amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que previa que o ex-governador do Rio pudesse ficar calado, não precisasse assumir o compromisso de dizer a verdade, e pudesse ser acompanhado por um advogado.

Em coletiva de imprensa na saída do Senado Federal, realizada pouco tempo depois de Witzel deixar a sessão, o ex-governador ressaltou que participou da comissão na condição de testemunha e afirmou que pediu para deixar a CPI por conta de agressões proferidas por parlamentares, uma desculpa que não convenceu a ninguém.

“Respondi todas as perguntas. Agora, na medida em que começa a haver ofensas, da forma como o senador se dirigiu a mim, de forma ofensiva, de forma leviana, até mesmo chula. Infelizmente eu não posso continuar dessa forma. Estou aqui para ser respeitado e respeitar. Até o momento que nós estávamos conduzindo a sessão de forma civilizada, eu continuei. A partir do momento que ela se tornou uma sessão de xingamentos, como tem acontecido nas redes sociais, eu entendi, e os advogados também entenderam dessa forma, que seria o melhor encerrar”, justificou, mas, sem convencer.

Embora tenha deixado a sessão enquanto o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) o questionava, Witzel não especificou qual parlamentar o fez tomar essa decisão, ele teve um comportamento diferente enquanto as perguntas eram feiras pelos membros que fazem oposição ao governo federal.

Ele confirmou, no entanto, que solicitou à CPI que seja realizada uma sessão sob segredo de justiça para que se possa aprofundar nos fatos relacionados ao impeachment dele, que diga-se de passagem, foi uma decisão unanime do colegiado.

“Quem patrocinou meu impeachment financeiramente? Quem patrocinou meu impeachment politicamente de forma ilícita? Só a CPI independente, senadores, é que podem investigar. Aguardo agora mais um convite(…) para que eu possa colaborar com a CPI e avançar nas investigações sobre esses fatos”, disse.

Pouco antes do término da sessão, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), solicitou que ocorra uma sessão sigilosa com Witzel e o pedido foi atendido por Aziz. O relator Renan Calheiros (MDB-AL) sugeriu que ela ocorresse logo após ao depoimento de hoje, mas Witzel pediu mais tempo para “se preparar”.

Witzel claramente quis usar a CPI para atacar o governo federal e também transforma-la num palco de defesa para o seu impeachment, parece que a estratégia não deu muito certo e a presença do Senador Flávio Bolsonaro o deixou nitidamente constrangido e intimidado, sobretudo, quando ele lembrou das suas seguidas condenações por unanimidade no processo que acabou com o seu afastamento e posterior impeachment.

Estamos com foco no fato e no intimidado.

Publicidadespot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Publicidadespot_img
Últimas notícias

🔶 “Somos especialistas em entregar resultados”, afirma coronel Menezes em entrevista à TV Record”

Candidato ao Senado pelo PL destacou sua atuação exitosa na área empresarial e no Exército e afirmou ser um...
Publicidadespot_img

More Articles Like This

Publicidadespot_img