EFEITO ZERO: Artur Lira, Presidente da Câmara, afirma que o governo federal acertou na compra das vacinas

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), concedeu entrevista ao jornal O Globo e afirmou que não houve atraso na compra de vacinas da Pfizer.

Segundo ele, ainda que o governo Bolsonaro tivesse adquirido os imunizantes antes, “não teria resolvido o problema da pandemia”.

Lira lamentou as mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil, mas assegurou que o difícil cenário que o país atravessa não justifica a instauração de um processo de impeachment contra o presidente da República.

Para que os pedidos de impeachment sejam materializados, é necessário que exista uma circunstância política, diz o parlamentar.

Ao ser questionado sobre o andamento da Comissão, ele foi incisivo:

“Neste momento, a CPI é um erro. A guerra está no meio. Como é que você vai apurar crime de guerra no meio da guerra? Como vai dizer qual é o certo? Até dois meses atrás, o Chile era a nossa referência. Como está hoje? Por que está desse jeito se já vacinou 60%, 70%? No combate à pandemia, não tem receita de bolo pronta. Você não sabe qual variante (predomina), se fica ou sai de lockdown. A CPI polarizou politicamente e não vai trazer efeito algum, a não ser que pegue alguma coisa.”

Lira destacou, inclusive, que acompanhou as conversas com a Pfizer em fevereiro. Na época, não existia autorização da Anvisa, afirmou. Ainda segundo ele, apesar da farmacêutica ter uma quantidade de doses considerável, não resolveria o problema da pandemia.

O parlamentar fez questão de frisar que todas as vidas importam, mas que existe, no entendimento dele uma jogada política para responsabilizar o presidente da República.

“Não é por aí. A minha função no impeachment é de neutralidade. Não sou eu que faço o impeachment. Você quer dizer que o presidente Bolsonaro não tem voto na Câmara para segurar um pedido de impeachment? Que ele não tem base de apoio popular para se contrapor a um pedido de impeachment? Então, o que é que estão querendo? Que eu desorganize o país, que eu comece uma conflagração de 122 votos que querem contra 347 que não querem? Vocês querem testar? O que a população quer é testar? Acha que é o caminho? Vamos testar. O que eu estou dizendo é que o impeachment é feito com circunstâncias, com uma política fiscal desorganizada, uma política econômica troncha. O impeachment é político”, explicou.

Lira prosseguiu na mesma linha de raciocínio, citando até mesmo a baixa popularidade do ex-presidente Michel Temer, e também apontando o escândalo do mensalão durante o governo Lula. Na sequência, ele relembrou a série de pressões sofrida pelo antecessor, Rodrigo Maia, que mesmo sendo de oposição, e com diversos grupos insistindo no impeachment, ele não deu prosseguimento ao processo por ‘falta de circunstâncias’.

“[…] A questão é sobre se tem (circunstâncias). Tem? Ou é uma parte que está pedindo? Vai resolver o quê? É o (vice-presidente Hamilton) Mourão que vai resolver? O que é que vamos fazer com o impeachment? Impeachment tem várias circunstâncias, e venho dizendo isso muito claramente. O (ex-presidente Michel) Temer tinha apenas 3% de aprovação popular, com o Janot (Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República) todo o dia disparando uma flecha. E passou por dois pedidos negados na Câmara. Lula teve o mensalão e não teve pedido de impeachment, com um rebanho de gente pedindo. Fernando Henrique teve. Rodrigo Maia, claramente de oposição a Bolsonaro, teve 67 pedidos de impeachment na gaveta. Pautou um? Por quê?”, disparou.

Sem dar palanque ao caos, Lira entende que é preciso focar no momento atual, e pensar ainda mais nas vidas que podem ser salvar. Além disso, defende que é preciso trabalhar para que o país saia da crise sanitária, política e econômica.

Em outro momento, o presidente da Câmara garantiu que a reforma administrativa deverá ser votada neste ano, e que o texto final não vai afetar a vida dos atuais servidores públicos.

“[Meu compromisso é] tocando as reformas, a administrativa e a tributária. Fizemos a autonomia do Banco Central. Compromisso de votar as privatizações. Quando me candidatei, fui a seis frentes, das mulheres, ruralistas, anticorrupção. E hoje essas matérias estão vindo”, completou.

Diante das palavras equilibradas do Presidente da Câmara, Dep. Artur Lira, o máximo que a CPI irá produzir é uma antipatia e rejeição ainda maior do trio de senadores que a comandam, eles já estão conhecidos nacionalmente como “Os Três Patetas”, vão pagar um preço político altíssimo pela forma parcial que conduziram os trabalhos da comissão. Serão massacrados pela opinião pública em 2022.

Estamos com foco no fato e na CPI.

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