FRACASSO: STJ aceita a denúncia contra Carlos Almeida e o cerco se fecha contra o ex-homem forte do governo. Foi um desastre em todos os setores.

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Julio Cesar
Redator e Designer do Foco no Fato. Profissional de Marketing formado pelo Uninorte-AM.

Carlos Almeida fracassou em todos os aspectos, como secretário de saúde foi um desastre, como chefe da Casa Civil uma tragédia, também como conspirador foi derrotado no seu objetivo de derrubar o governo, agora , viu sua tentativa de ficar fora da denúncia do MPF frustrada pelo entendimento do STJ que o colocou na condição de réu.

Com a decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — composta pelos 15 ministros mais antigos de aceitar aceitar, em sessão extraordinária realizada ontem (20), por 12 votos a zero, a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governador Wilson Lima (PSC), o vice-governador, Carlos Almeida (PSDB), e mais 14 pessoas entre ex-secretários, servidores do Estado e empresários, os tornando réus na investigação que apura possíveis irregularidades na compra de respiradores pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), antiga Susam-AM, em 2020.

Os ministros acompanharam o voto do relator, Francisco Falcão, que não surpreendeu, já que nos bastidores de Brasília, era dado como certo que o relatório dele seria duro.

Único ministro amazonense, Mauro Campbell, não participou da sessão e se declarou impedido de proferir seu voto. A decisão dos ministros, no entanto, não muda em nada o cenário político amazonense.

Wilson Lima segue governador, sua base de apoio continua forte na Assembleia Legislativa e ele segue firme na disputa da reeleição no pleito do ano que vem, mas, ele alimenta a expectativa que as investigações apurem os responsáveis pela desastrada compra dos respiradores numa loja de vinhos.

A repercussão negativa para Wilson da decisão do STJ vai será explorada por adversários políticos pelos próximos dias, mas não terá repercussões mais sérias, como afastamento, impeachment ou uma nova CPI, além disso, dificilmente o processo entrará na pauta do STJ ano que vem para início o julgamento.

Logo após o fim da sessão, Wilson Lima soltou uma nota nas redes sociais se declarando inocente.

“As acusações contra mim não têm fundamento e tampouco base concreta, como ficará provado no decorrer do julgamento. Nunca recebi qualquer benefício em função de medidas que tomei como governador. A acusação é frágil e não apresenta nenhuma prova ou indício de que pratiquei qualquer ato irregular”, afirmou o governador em nota.

O governador disse, ainda, que confia no trabalho da Justiça e agora terá a oportunidade de provar sua inocência.

“Agora terei a oportunidade de apresentar minha defesa e aguardar, com muita tranquilidade, a minha absolvição pela Justiça. Tenho confiança na Justiça e a certeza de que minha inocência ficará provada ao final do processo”, finalizou.

Ainda pela manhã, a advogada do ex-secretário Rodrigo Tobias tentou forçar um adiamento do julgamento ao alegar que não teve tempo hábil para produzir a defesa de seu cliente. A justificativa foi aceita pelo ministro Raul Araújo, que pediu que Francisco Falcão e o presidente do STJ, Humberto Martins, colocasse em pauta o pedido da defesa para retirar a suspensão do julgamento.

No entanto, a solicitação foi recusada provocando, inclusive, um bate-boca entre os magistrados.

Na sequência, o ministro Francisco Falcão retirou de seu relatório os nomes do secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Antony e da ex-secretária de Saúde, Simone Papaiz.

Na avaliação dele, ambos não têm ligação com o mérito da denúncia.

Quem não teve a mesma sorte foi Carlos Almeida, que desde o início do processo tenta passar a ideia de esteve alheio às decisões que orientaram a compra de respiradores no Amazonas. No entanto, a narrativa do vice não convenceu os ministros que rejeitaram o pedido de seus advogados de julgá-lo separado.

A denúncia — vale lembrar — apresenta indícios da participação do vice-governador em todas as decisões da gestão à frente da pandemia naquele período, ele era o homem forte do governo e todas as decisões eram centralizadas sob o seu comando, assim como toda a estrutura da secretaria de saúde tinha sido indicada por ele.

Estamos com foco no fato e na denúncia do STJ.

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