Coluna 30 de @fredmeloo
Tema: O INTERIOR que pisa na riqueza e vive na pobreza….

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

Em 2021, estou tendo a oportunidade de andar pelas nossas cidades do interior, já estive em 40! O cenário é sempre o mesmo, falta tudo: infra-estrutura, internet, educação, segurança, saúde, qualidade de vida e também dignidade, mas, sobra oportunismo dos politicos e desinformação da população. Excetuando-se uma casta de privilegiados, os nossos interioranos vivem à margem da sociedade.

Segundo muitos relatos que tenho ouvido, a juventude está sendo levada ao vício por conta da falta de perspectiva futura e eles no ócio, ingerem álcool e consomem drogas, parece ser esse o principal lazer diante da desesperança que a situação lhes impõe.

Semana passada estive em Apuí, Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré, Borba e Nova Olinda do Norte. As demandas são enormes, não há regularização fundiária em Apuí e a infra-estrutura é precária. Existem 2 mil kilometros de vicinais no município, a vocação é para a pecuária e agricultura, mas, o escoamento da produção é prejudicado, além disso, a falta de legalizacão das áreas fazem com que os seus “proprietários” não tenham acesso ao crédito, isso é um fator limitador ao progresso, eles ficam impedidos de investir e fomentar os seus negócios. Apuí foi a única cidade do interior do Estado que Bolsonaro venceu as eleiçoes em 2018. As pessoas por lá querem apenas uma coisa: O DIREITO DE TRABALHAR!

Em Humaitá, a melhor analogia sobre a cidade foi que tratava-se de “uma mulher muito bonita, mas, extremamente mal arrumada”. É uma bela definição para um município que representa a nova fronteira agricola do Estado do Amazonas. Sente-se o ar de prosperidade, mas, essa realidade ainda está bem distante, falta encontrar uma linha de ação e enfrentamento com os órgãos ambientais que atuam para impedir o desenvolvimento e não para incentivá-lo, devíamos aprender com os nossos irmãos paraenses, por lá, a banda toca diferente.

Novo Aripuanã e Manicoré, são cidades que sofrem dramaticamente com a falta de internet e também com a ação dos famigerados órgãos ambientais, eles não permitem que a sua vocação natural seja explorada de forma sustentável e legal, enquanto a clandestinidade impera e rouba, no sentido literal, nossas riquezas. Existem na calha do Madeira aproximadamente 6 mil balsas expropriando o nosso ouro sem que tenhamos controle, todos perdem, de um lado o Estado que não recebe nenhum centavo de impostos e do outro, os garimpeiros que arriscam suas vidas numa atividade que simplesmente não tem regulamentação, embora, exista e seja praticada diariamente, é incontrolável, a riqueza vai para algum lugar, certamente não fica no município e nem no Estado. Ela está sendo contrabandeada e beneficiando poucos em detrimento de todos, isso sem falar no polo madeireiro que está pronto, organizado e é impedido de trabalhar por conta das desastrosas, impraticáveis e absurdas exigências dos órgãos ambientalistas que fomentam a miséria para impedir a riqueza. E um desastre! Borba tem um setor primário razoavelmente bem organizado. Essa é a sua maior vocação, ruas largas e muitas festividades, tem a festa de Santo Antônio que mobiliza toda a cidade. Há carência de infraestrutura, isso já é normal. Em Nova Olinda do Norte a situação é muito interessante, começando pelo aeroporto, pista de barro, sem nenhuma infraestrutura, pouso tenso, assim como em Novo Aripuanã. Cheguei achando que era a “Terra do Petróleo”, dois presidentes do Brasil já visitaram a cidade por conta disso, entretanto, o que eles querem de fato é que a exploração da SILVINITA seja regulamentada e a atividade desenvolvida. Essa é a maior riqueza do município, a maior reserva do planeta terra deste mineral está lá, um valor incomensurável que está enterrado e intocado, tudo por conta adivinhem de quê? Das barreiras ambientais, sendo essa mais uma excrescência que o Brasil e o Amazonas toleram candidamente, algo inaceitável e inacreditável, não temos no estado parlamentares com estatura moral e interesse real em defender essas bandeiras, eles pensam apenas na defesa dos seus mandatos, lamentável sob todos os aspectos. O interior do Amazonas, literalmente, pisa na riqueza e vive na pobreza.


Apenas para finalizar, a covardia dos nossos politicos com o interior é tão grande, que realmente não havia nenhuma UTI disponível até 2021.Que phase!

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