🔶 MENEZES FALA | Menezes, o “escolhido” por Bolsonaro: ‘ele conhece muito bem o meu capital intelectual’

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Gabriel
CEO do Foco no Fato. Engenheiro Civil, pós graduado em Pavimentação de Estradas e Rodovias e realizando um MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

Alfredo Alexandre de Menezes Júnior, conhecido como Coronel Menezes, é pré-candidato ao Senado Federal pelo PL, é ex-superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa) e já foi candidato ao cargo de prefeito da capital amazonense, nas eleições de 2020. Menezes é casado, formado em administração, logística e planejamento, é mestre em operações militares e doutor em Ciências Militares. O militar tem, em seu currículo, serviços prestados na Organização das Nações Unidas (ONU) e também na Organização dos Estados Americanos (OEA), nos Estados Unidos, África, Equador e Peru.

Em entrevista exclusiva ao Portal AM1, o pré-candidato falou um pouco sobre o motivo de almejar uma cadeira no Senado Federal; o que pensa sobre os seus adversários nessa corrida eleitoral, enfatizando ser ficha limpa, lembrando as polêmicas que envolvem os outros pré-candidatos. Além de frisar os pontos positivos da administração do presidente Jair Bolsonaro (PL), o qual é apoiador irrestrito e, por isso, é considerado o braço direito do gestor no Amazonas.

O Coronel afirmou que nestas eleições, o eleitor amazonense terá a chance de “aposentar e mandar para casa pelo menos três caciques do estado do Amazonas”. Para ele, se isso acontecer, a liderança política e a política como um todo, no estado, conseqüentemente vai melhorar e oxigenar.

AM1: Coronel, nos fale um pouco sobre a decisão de ser pré-candidato ao Senado Federal. Por que quer ser senador?

Coronel Menezes: Bem, porque eu quero ser senador da República, não é? Eu trabalhei trinta anos no Exército Brasileiro, eu servi ao meu país, o Exército me deu uma sólida formação acadêmica e uma grande bagagem profissional. Conheci o meu país, a Amazônia, o meu estado e o mundo.

Eu sou amazonense, patriota, cristão, ficha-limpa, diferentemente dos meus adversários. Tenho uma família consolidada e creio que esse é o momento, exatamente da mesma maneira que servi o Exército Brasileiro e ao meu país, posso servir ao meu estado, agora com toda bagagem de conhecimento que tenho, além da minha capacidade profissional.

Esse lançamento da minha pré-candidatura, eu quero deixar claro para todos, que aconteceu no final das eleições de 2020, quando concorri à prefeitura. Ao término das eleições, eu tive uma conversa com o presidente (Jair Bolsonaro) e mostrando os números para ele e levando-se em conta que eu entrei na corrida eleitoral naquele momento, apenas três meses antes, tivemos uma votação expressiva, praticamente 12%. Eu também abri mão do fundo partidário naquela oportunidade, bem como não nos unimos a nenhum cacique político do estado do Amazonas.

Então, o presidente levou tudo isso em conta e me disse o seguinte: “Você será o meu candidato ao Senado no estado do Amazonas em 2022” e assim nasceu essa pré-candidatura que eu estou hoje. É uma missão que eu recebi do presidente da República para que a gente possa melhorar a política no estado do Amazonas. E repito: sou um homem ficha-limpa.

(Foto: Reprodução)

AM1: O senhor já foi superintendente da Suframa, e, por esse motivo, algumas pessoas e a imprensa, muitas vezes, fazem críticas aos seus posicionamentos em relação às questões ligadas diretamente à Zona Franca, como, por exemplo, os decretos que reduzem o IPI no país. Qual a sua opinião sobre isso?

Coronel Menezes: Em primeiro lugar, eu quero dizer que eu fui nomeado superintendente da Suframa pelo presidente Jair Bolsonaro. Quando nós assumimos a Suframa, ela era um cabide de emprego de políticos derrotados do estado, é só ver os meus antecessores e a quem eles eram ligados.

O quadro da Suframa é muito bom, o nível é muito elevado, porém, as indicações políticas não eram as melhores e por causa disso, a instituição não andava. Isso foi um raio-x, que foi dito pela equipe econômica e não por mim, e motivou o presidente da República a me fazer um convite e eu gentilmente aceitei.

Com relação à pergunta, eu quero dizer que em primeiro lugar, essa narrativa é construída pelos nossos adversários, não existe isso. O que tem que ser colocado para população do estado do Amazonas é que esse modelo foi criado por nós militares, veio da mesma gênese que eu, foram pessoas que foram militares, principalmente do Exército Brasileiro que cursaram a Escola Superior de Guerra, como eu cursei, que tiveram o preparo profissional, a formação acadêmica, o que permitiu a essas pessoas a visão de desenvolver o nosso estado, a nossa Amazônia com o viés de defesa da Pátria e soberania. Então, esse modelo foi construído por nós.

Foto: Divulgação|Suframa

E o quê que aconteceu? Ele existe há 55 anos e depois quem nos sucedeu não fez praticamente nada, no sentido de criar outros vetores econômicos que pudessem melhorar ou ampliar a atividade econômica no estado do Amazonas. Nós estamos sendo governados há quase 50 anos por um grupo político que está se revezando no poder entre a Prefeitura, Governo e Senado, e que não deu a atenção devida ao turismo, não deu a atenção devida ao setor primário, principalmente à pesca, à regularização fundiária, não deu a devida atenção na possibilidade de termos um polo digital em Manaus, uma Indústria Naval.

Esse pessoal é o que eu digo, são eles que estão dizendo que nós não (sic), não sei quais as falácias que eles estão usando, mas a verdade é que eles sempre utilizaram durante o período pré-eleitoral, um discurso e uma narrativa que eles construíram durante quarenta anos que é: “Estamos defendendo  o modelo” e é um modelo que eles não criaram, foi criado por nós e eu tenho exatamente a mesma visão dessas pessoas que criaram esse modelo.

Com relação ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), esses políticos nada fizeram na construção de modelos econômicos que viessem a ser programa de Estado e não de governo. Programa de Estado é aquele programa que se perpetuou ao longo dos anos, da mesma forma que nós temos esse modelo e é exatamente disso que eu estou falando. Eu não estou fazendo uma mera crítica, estou fazendo uma crítica construtiva.

Ex-chefe da Suframa, Menezes diz que IPI é questão da bancada federal, da autarquia e do governo
Foto: Reprodução

Então, o meu apelo é o seguinte, esse é o discurso que nós temos mantido: Nós estamos defendendo o modelo e nós queremos nos eleger exatamente senador para que nós possamos defender esse modelo, porque quem está lá hoje e que quer a reeleição, não está defendendo de fato e sim defende apenas por interesse pessoal. Porque não consegue falar e articular com a Presidência da República, que é a instituição que é ligada diretamente à Suframa e que pode nos ajudar. Quem está lá hoje para isso, não faz essa articulação, então nós queremos nesse caso aí do Polo Industrial, exatamente fazer o que fazíamos muito bem quando eu era superintendente da Suframa e por quê? Porque quando essa instituição foi criada, a ligação do superintendente com o presidente da República era direta. Aí depois esse grupo político aí, que está no estado há mais de quarenta anos, se locupletou (se encheu se enriqueceu) dessa ligação e aí colocou alguém lá do grupo político deles para poder negociar com o Presidente da República e isso foi quebrado quando eu assumi a Superintendência da Suframa e agora com o meu substituto, ele praticamente não precisa, entre aspas, se ligar com alguém para saber as políticas do Governo, ele tem ligação diretamente com o Ministério da Economia para resolver esses problemas.

O político vai fazer a parte política do desenvolvimento do estado. Então, com relação ao IPI, o quê que aconteceu? Esse decreto foi assinado no dia 28 de fevereiro, esses mesmos políticos, eu vou citar nomes, é Omar Aziz, Marcelo Ramos, Pauderney Avelino, outros senadores, ex-governadores, o que eles fizeram? Não foi eu que disse  (sic) e é bom que se coloque, que com esse decreto, no dia seguinte, no mês seguinte, falaram que nós íamos perder todos os 500 mil empregos diretos e indiretos que tem no Polo, que as empresas iriam embora.  Teve um senador até que profetizou que em agosto nós iríamos ficar com uma perda de 100 mil empregos no Polo Industrial de Manaus. O quê que foi isso? Foi terrorismo político, é o que eles sabem fazer.

Nós estamos hoje no dia 9 de junho, passou o mês de março, abril, maio, ou seja, noventa dias depois e quantos empregos nós perdemos? Nenhum. Hoje o Polo Industrial de Manaus tem 105 mil empregos e isso são dados da Suframa da última sexta-feira (dia 3 de junho). No primeiro trimestre o Polo Industrial de Manaus, teve um faturamento recorde. Um mês depois do decreto, nós tivemos R$ 40 bilhões de faturamento no Polo Industrial de Manaus e um o crescimento de praticamente 10% em relação ao ano passado, no mesmo período, são dados que foram colocados pela Suframa recentemente.

Isso é um tapa na cara desses políticos que colocam a coisa (sic) sobre esse prisma de terror querendo desconstruir o trabalho do Governo, do presidente Bolsonaro no estado do Amazonas. Se tivessem a serenidade necessária, com certeza a gente já teria chegado a uma solução melhor.

Foto: Alan Santos/PR

Agora, o quê que nós estamos fazendo? Estamos defendendo o modelo. Nós fomos procurados por um grupo de empresários, agora, há cerca de quinze, vinte dias, que propuseram medidas que pudessem ajudar ainda mais o Polo Industrial de Manaus, a compensar possíveis perdas que nós poderíamos ter em função desse decreto, que hoje, está sub judice, um imbróglio e temos que esperar uma decisão.

Mas os empresários gentilmente nos procuraram, eles elaboraram um documento em que dão diversas sugestões ao Ministério da Economia para que a gente não perca competitividade e esse é o caminho e não fazer terrorismo político em palanque eleitoral. Esse documento, quero deixar claro para a população do Amazonas, nós entregamos para o presidente na última visita dele e ele falou que iria encaminhar ao Ministério da Economia para que fosse estudado, para que nós pudéssemos tomar a melhor decisão possível, por isso, o presidente falou naquela oportunidade, que ele está disponível para ajudar o estado do Amazonas naquilo que for possível. Muitas coisas boas virão para o nosso estado.

AM1: O Coronel é considerado o braço direito do presidente Jair Bolsonaro aqui no Amazonas, como é a sua relação com ele. Pode nos falar um pouco sobre essa amizade?

Coronel Menezes: Eu vejo que a minha relação com o presidente é exatamente a fotografia que nós queremos construir na nossa política local. Nós queremos construir aqui no estado do Amazonas o que hoje não tem, que é uma política de respeito, uma política que envolva valores morais e éticos, e principalmente, a lealdade, que hoje não existe. Esse modelo político que está hoje aqui, que foi fomentado por essa liderança política que até hoje está em alguns postos chaves no cenário político local, é um modelo que foi herdado, os sucessores continuam com a mesma prática, não existe respeito, não existe lealdade, não existe consideração.

Eu vou dizer muito claro, essa exatamente, é a relação que eu tenho com o presidente. Por exemplo, um ator político ele se une a outro ator político, o um ator político A se une ao um ator político B, depois daqui a pouco eles repentinamente ou subitamente começam a se atacar, a se xingar, a se desrespeitar indo quase às vias de fato, então passa a imagem para a população que eles são inimigos políticos, só que na eleição seguinte eles estão lá juntos e é exatamente isso que nós queremos mitigar. Nós queremos construir uma política de respeito, uma política de consideração, uma política de lealdade. E por isso, que o presidente tem esse projeto de nós melhorarmos a liderança política no estado do amazonas, a minha relação com ele é baseada exatamente nesses valores, nós temos respeito, nós temos consideração, nós trabalhamos juntos há praticamente quarenta e dois anos. Ele conhece muito bem o meu capital intelectual, o meu capital profissional.

E eu quero deixar claro para todos que esse negócio, essa construção, essa narrativa de que eu sou amigo do presidente é criada por essas pessoas, no seguinte sentido, de ocultar da população o meu currículo, a minha formação profissional e que eu sou um profissional competente e de ficha limpa, o que muitos dessa liderança política não tem e  muito menos senso crítico. Eles são especializados na arte da velha política, da má política, principalmente envolvendo a corrupção.

AM1: Atualmente temos alguns nomes postulantes na corrida pela vaga de senador. Como o senhor vê hoje essa disputa, o senhor como sendo uma dessas pessoas que pretende conquistar uma dessas cadeiras. Fale um pouco sobre isso:

Coronel Menezes: Eu quero deixar claro para a população do estado, que em primeiro lugar, tive uma formação acadêmica baseada na meritocracia, fui aluno de Colégio Militar, a minha família é de uma origem humilde e eu me orgulho de ser humilde, porque tudo que eu conquistei foi devido ao mérito pessoal, ao esforço e ao trabalho, não teve indicação política de ninguém.

O Exército Brasileiro e as Forças Armadas Brasileira medem o teu valor, a tua competência pelo teu mérito. Nessa situação de servidor público eu tive a oportunidade de me destacar bastante , trabalhei na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York por dezoito meses, depois voltei ao Brasil, fiz mestrado, fiz doutorado, cursei a Escola Superior de Guerra, em seguida voltei novamente aos Estados Unidos para trabalhar nas Organizações dos Estados Americanos (OEA) e aí eu desafio: Qual é a  visão de mundo que essa atual liderança política tem? Nenhuma. 

Nós temos políticos que que passaram doze anos para ter uma formação universitária capenga, essa que é a realidade, passar doze anos numa universidade para se formar é sim capenga e virou profissional da arte de fazer negócios escusos, tendo a família sido presa, a esposa, os irmãos, passaporte retido. Entendeu? Nós temos esse capital, nós temos aí alguns adversários, temos um que está bastante debilitado de saúde, só anda com ajuda de uma pessoa, como uma cuidadora. A saúde, a idade está muita avançada e ele já contribuiu com o estado, como está escrito no livro de Coríntios (bíblia), ‘tudo na vida passa’ e eu vejo que agora é o nosso momento.

Há dois anos, antes de eu entrar na vida política, eu sempre perguntava quando eu via dois políticos disputando alguma coisa: ‘Poxa, será que não tem outra opção? São sempre as mesmas pessoas e aquelas mesmas que nas eleições passadas brigaram e agora elas estão juntas. Será que nós não temos outras lideranças políticas, será que não temos ninguém nesse estado?’ E eu descobri que isso é um jogo, um jogo sujo que foi construído por essa liderança política e a gente precisa melhorar a qualidade das relações políticas no estado do Amazonas. Então, esse é o nosso diferencial, eu fui militar, depois eu fui gerente regional de banco, depois eu fui superintendente da Suframa. O que essa podridão dessa classe política quer ocultar é exatamente isso, o meu preparo próprio para isso (ser senador).  Realmente a minha experiência política é de dois anos, mas nós temos, hoje, políticos governando no estado do Amazonas que não tiveram, por exemplo, como eu uma sólida formação em Administração Pública e hoje estão governando o estado, por exemplo. E eles ficam falando: ‘Ele não tem experiência política’, mas esses que têm experiência política estão com as vidas enlameadas na corrupção ou com problemas na Justiça. Então, eu quero deixar claro que eu não sou pré-candidato ao Senado buscando foro privilegiado e imunidade parlamentar como os meus adversários estão.

Alfredo Nascimento e Alfredo Menezes(Foto: Divulgação)

AM1: Como o senhor vê o cenário político atualmente aqui no Amazonas e no Brasil?

Coronel Menezes: Vejo que no cenário local o eleitor do estado do Amazonas, tem hoje, a condição na mão, a maior riqueza que é o voto e por meio do voto ele pode mandar para casa e aposentar pelo menos três caciques políticos do estado. Se o eleitor entender que ele pode aposentar nessas eleições pelo menos três caciques políticos a gente vai conseguir melhorar muito a nossa liderança política, então, se a gente aposentar elas, a nossa liderança política vai melhorar, ou seja, vai oxigenar. Quando você tem um copo de água até o topo todo sujo e você coloca água limpa a água daquele copo vai melhorando, então, hoje está na mão do eleitor aposentar pelo menos três caciques políticos do estado.

Vejo também que nessa eleição o eleitor tem essa carta de fiança na mão, que é o seu voto para renovar os quadros políticos, porque esse mesmo eleitor recebe uma carga de influência muito grande desses políticos velhos, que têm a máquina pública na mão e utiliza essa máquina no momento eleitoral, em vez de ele utilizar essa máquina para projetos sociais que possam gerar emprego e renda. Eles seguram a máquina na mão, porque eles estão com ela e a usam para convencer o eleitor com maneiras eleitoreiras para que votem nele. Então, o eleitor não pode se deixar iludir com esse apelo que já vem há mais de quarenta anos, ele precisa focar em pessoas novas na política, que tem melhores propostas.

É o que eu sempre digo: ‘Se você quer resultados diferentes, você tem que fazer coisas diferentes’, então, dar chance para esses políticos velhos novamente, é nunca mais parar de ter o estado que nós temos. ‘Sabe por quê? Porque o político velho já teve todas as chances e ele não fez nada até agora e não é agora que ele vai fazer, já tendo uma vida toda enlameada na corrupção ou até sem participar de um processo ou uma idéia importante e inovadora na política. Não é hoje que ele vai mudar algo com uma idade muito avançada e saúde muito depauperada. Eu creio que na política local terão muitas transformações e que isso depende do eleitor.

Com Menezes e Alberto Neto, Direita se articula no Amazonas
Coronel Menezes (esq.) e Alberto Neto (dir.). Foto: Reprodução / Instagram

Na política nacional, que é um reflexo e tem uma conseqüência na política local, a minha maneira de ver a coisa é o seguinte: Hoje o Brasil passa por um momento crucial, este ano, porque nós temos hoje uma luta ideológica entre a esquerda e a direita. A esquerda, vou voltar novamente no mesmo discurso, o país já conhece, ela governou o país desde a década de 80, de lá para cá quem governou o país foi a esquerda, o único presidente com DNA de direita até agora é o presidente Bolsonaro. 

Então, primeiro começou com o PSDB, que é de esquerda, com o Fernando Henrique Cardoso, durante dois anos, depois ele passou para o Lula de esquerda e o Lula continuou com sua geração com a Dilma de esquerda e o único presidente genuinamente de direita foi exatamente o presidente Bolsonaro e é por isso que ele está sofrendo essas pressões.

A gente já sabe o que a esquerda quer, ela quer tornar o país uma Venezuela, quer tornar o país, lamentavelmente, numa Cuba (sic), vários desvios de recursos públicos de estatais como Petrobras e etc. Foram feitos investimentos de dinheiro do povo brasileiro de impostos fora do país por um projeto de poder ideológico. Hoje isso não existe, nos últimos três anos do presidente Bolsonaro, não existe investimento de imposto brasileiro no estrangeiro, existe investimento no Brasil.

Se nos últimos trinta anos, a esquerda tivesse investido no Brasil, nós teríamos um país muito melhor. Então, eu vejo que esse ano a esquerda está numa situação de vida ou morte, mas eu não tenho dúvida nenhuma que a população brasileira, na sua maioria, vai decidir por Deus, pátria, família e liberdade, porque esse é o destino, é o futuro do nosso país, sermos uma potência no mundo com o povo brasileiro fortalecido, com o povo brasileiro com uma educação de qualidade.

A esquerda simplesmente destruiu a educação desse país, hoje o jovem tem dificuldade de se expressar, dificuldade de escrever e dificuldade de ter um senso crítico e por quê? Porque a educação ficou ideológica, em vez de se estudar realmente aquilo que tem que se estudar. Então, eu vejo que de uma maneira geral é um momento de transformação da sociedade brasileira.

Foto: Agência Brasil

AM1: Agora vamos falar um pouco sobre seu planejamento de campanha, suas propostas. Como contribuirá com o Amazonas se for eleito senador?

Coronel Menezes: Primeira coisa: defender o nosso modelo econômico, porque repito, que esse modelo foi criado por nós militares e ele é hoje o que nos dá sustentação e vai continuar nos dando por pelo menos cinco ou dez anos. Porém, o quê que nós temos que fazer? Nós temos que começar, hoje, no ano de 2022, o eleitor tem que cobrar dos políticos, daquela pessoa que ele vai votar quais as propostas desse político que vai ser deputado estadual, federal, senador e governador, cobrar qual a visão dele para o futuro do estado e não ficar cobrando de político mudança em nome de rua, mudança em nome de teatro, mercado, uma vez que isso não nos trás nada de bom, o que nos traz de bom é saber o que o político está pensando para o futuro. O que ele já fez a população vai avaliar

Temos que ter na população esse amadurecimento político e o político na essência dele não investe na educação, porque ele quer que o povo continue aculturado, porque um povo aculturado é dominado. Esse negócio de ficar distribuindo cesta básica, mudar nome de rua, dar plaquinha de cidadão não resolve o nosso problema, o que resolve é visão de desenvolvimento do estado. É isso que nós vamos defender, primeiro o nosso modelo, mas também atrair investimentos.

Nos últimos cinco anos, o quê que foi feito por parte da classe política, estou falando de políticos, não estou falando do Executivo, nem do Judiciário. O que foi feito por parte dos políticos locais, no sentido de atrair empresas e negócios para o nosso estado? Nada. Eu não vi nenhum senador, nenhum deputado estadual atraindo negócios para o estado do Amazonas, eu só os vi defendendo interesses particulares, não vi nenhum deles ir para fora do Brasil atrair negócios, não existe isso.

Eu quero defender essa bandeira, eu quero ir a Israel eu quero ir aos Estados Unidos, por que isso faz parte, e atrair negócios para cá. Fiz isso quando era superintendente da Suframa, temos que fazermos parcerias com órgãos do governo como a Apex Brasil (A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, com o comércio e trazer para cá, como era feito lá no início da Zona Franca. Segundo lugar, precisamos desenvolvermos o estado do Amazonas naquilo que somos fortes, o Amazonas é forte no turismo, nós temos uma floresta ímpar, todos os políticos falam. Mas o que eles fazem, qual o projeto de turismo que algum político investiu, me diga algum senador, deputado federal, estadual que nos últimos quatros anos investiu nisso? Eu também não vi nenhum deles defender isso, de ‘massa’, quando falo não é um apenas, falo de grupo, porque uma andorinha só não faz verão, tem que ser de grupo.

Eu não vi ninguém defendendo o nosso pescado, o nosso setor primário. Ficam só nesse negócio de mudar nome de rua, isso não resolve o nosso problema , isso é a mediocridade política. Nós não temos visão de futuro, porque não temos uma liderança política que tenha a construção desse projeto de futuro para o estado do Amazonas.

E eu tenho a formação acadêmica necessária para isso. Se o eleitor for verificar a minha formação acadêmica e profissional vai verificar que eu tenho senso crítico e articulação necessária, porque a gente precisa do Governo Federal, então, eu desafio o seguinte: Qual é o outro candidato ao Senado que tem a formação acadêmica que eu tenho e que tem articulação junto ao Governo Federal para trazer investimentos e negócios para o estado? Então, é exatamente isso que é a nossa proposta e com isso a gente vai fortalecer os laços entre o Governo do Estado do Amazonas e o Governo Federal, porque querendo ou não, goste ou não, é o Governo Federal que dirige, ele é o grande maestro da economia no Brasil e nós temos que, novamente, levantar essa bandeira no estado.

Hoje nós somos um estado pujante, mas estamos exatamente adormecidos, porque a nossa classe política não tem visão de desenvolvimento, não tem o preparo e não se une para trabalhar em cima disso, trazendo melhor oportunidade para nosso estado. Então, alguém tem que fazer isso e nós nos propomos a exatamente isso, se essa for a vontade de Deus e a do povo do estado do Amazonas.

Fonte: AM1

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