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đŸ”¶ Dez anos do 7 a 1: Joachim Löw destaca brasileiros “completamente confusos taticamente”

đŸ”¶ Dez anos do 7 a 1: Joachim Löw destaca brasileiros “completamente confusos taticamente”

Dez anos depois da sua maior conquista como treinador, Joachim Löw ainda sente os ecos do tetracampeonato mundial vencido pela Alemanha sob o seu com

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PÚBLICO LIBERADO : Partida entre Brasil e Uruguai pelas EliminatĂłrias terĂĄ a presença de pĂșblico. Jogo serĂĄ no dia 14 de outubro na Arena AmazĂŽnia. Segundo governador do Amazonas, 30% da capacidade estarĂĄ liberada.

Dez anos depois da sua maior conquista como treinador, Joachim Löw ainda sente os ecos do tetracampeonato mundial vencido pela Alemanha sob o seu comando, na Copa de 2014. Estava tudo pronto para a entrevista em um hotel de Freiburg, cidade no Oeste alemĂŁo onde o tĂ©cnico de 64 anos vive atualmente, mas a chegada do Ă­dolo nacional mudou a programação: ao saber quem seria entrevistado, a gerĂȘncia do hotel substituiu o salĂŁo inicialmente reservado por outro, mais amplo e imponente.

Uma consideração especial a quem levou o futebol alemĂŁo ao topo pela Ășltima vez, numa jornada inesquecĂ­vel para a torcida e, claro, para quem viveu aquela campanha vitoriosa nos gramados brasileiros.

— Eu lembro todos os dias daquela Copa com carinho, porque foi uma experiĂȘncia especial. Uma Copa do Mundo no Brasil Ă© um torneio de futebol Ășnico por excelĂȘncia. Naturalmente, Ă© uma memĂłria que durarĂĄ para sempre. Fomos campeĂ”es mundiais, vivemos um torneio incrivelmente lindo, com muitas emoçÔes e com Ăłtimos momentos no nosso Campo Bahia — relembrou Löw, citando o centro de treinamentos da Alemanha em Santa Cruz CabrĂĄlia, no litoral Sul da Bahia.

Löw mantém o estilo ao mesmo tempo casual e elegante que apresentava quando era treinador da Alemanha, cargo que deixou em 2021. Sem trabalhar com futebol desde então, ele não se considera aposentado, apenas se permite decidir quando pretende voltar a dirigir uma equipe.

Embora não seja uma pessoa publicamente efusiva, chegou ao hotel antes mesmo da hora marcada, recebeu a reportagem com educação e simpatia, e não se importou de regravar algumas perguntas quando solicitado, para garantir o melhor resultado da conversa. Afinal, o tema merecia todo o cuidado possível.

Dez anos depois, como vocĂȘ relembra aquele inĂ­cio de jogo, uma semifinal de Copa do Mundo que praticamente foi resolvida em 30 minutos, com os cinco gols da Alemanha?

— Havia uma atmosfera louca no estĂĄdio e os torcedores estavam muito emocionados e barulhentos durante o Hino Nacional brasileiro. Nos primeiros minutos, o Brasil entrou um pouco melhor no jogo. VocĂȘ poderia dizer que os brasileiros tinham energia e dinamismo, e tivemos que nos orientar por dez minutos. Mas o primeiro gol (de Thomas MĂŒller, aos 11 minutos) obviamente nos ajudou a ganhar alguma segurança e tomar consciĂȘncia do nosso jogo.

Depois do segundo gol, o Brasil ficou relativamente chocado, o clima no estĂĄdio mudou de alguma forma e os jogadores tambĂ©m ficaram um tanto inseguros. E aĂ­, naturalmente, saĂ­ram os outros trĂȘs gols.

— Joachim Löw, ex-tĂ©cnico da Alemanha, sobre o 7 a 1

A seleção brasileira sentiu a pressão do jogo?

— Claro que hĂĄ sempre uma pressĂŁo especial quando se joga uma semifinal em casa, todos esperam que, de alguma forma, vocĂȘ chegue Ă  decisĂŁo, e temos de lidar com isso de alguma forma. Sempre ajuda assumir a liderança no placar, e claro que isso teria ajudado o Brasil. Mas tambĂ©m tem o efeito oposto. Houve alguma incerteza, e os jogadores ficaram paralisados. VocĂȘ notava que, de alguma forma, eles ficaram subitamente perturbados e nĂŁo tinham mais energia. E aĂ­ naturalmente eles ficaram completamente confusos taticamente, porque nĂŁo conseguiam mais processar as coisas em suas cabeça.

Terminado o jogo, a seleção alemã deveria estar exultante. Mas a Copa do Mundo não tinha terminado, ainda faltava a final contra a Argentina. Como manter a concentração da equipe após uma goleada como aquela na semifinal?

— Dava para perceber que nosso time estava muito mais maduro naquele ponto do torneio. NinguĂ©m foi arrogante depois do jogo. Estava relativamente tranquilo no vestiĂĄrio e acho que todos os jogadores sentiram que foi uma grande semifinal, vencemos, mas na verdade nĂŁo tĂ­nhamos nada nas mĂŁos ainda. QuerĂ­amos a taça e Ă© claro que todos sabiam que terĂ­amos que provar isso novamente em outro jogo por mais 90 ou talvez 120 minutos. Por isso, foi importante para nĂłs permanecermos com os pĂ©s no chĂŁo e focados para nos preparar para uma final em poucos dias. Um jogo ainda mais importante do que contra o Brasil.

Goleada sobre o Brasil, e entĂŁo o tĂ­tulo mundial no MaracanĂŁ com a vitĂłria sobre a Argentina. Que grande reta final de Copa do Mundo para a Alemanha, nĂŁo?

— No final, foram dois jogos dos quais sempre se fala na Alemanha. Claro que o 7 a 1, de alguma forma, foi maior. Em uma pesquisa feita hĂĄ algum tempo com os torcedores, o 7 a 1 acabou sendo eleito o jogo mais espetacular da Alemanha em todos os tempos. E em segundo lugar, claro, a final de 2014, porque vencemos a Argentina, com um gol de Mario Götze e levamos o trofĂ©u para casa. Portanto, foram dois jogos que ainda sĂŁo comentados na Alemanha, mesmo depois de tantos anos.

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