Como é do conhecimento geral, a guerra entre Rússia e Ucrânia, aliada às sanções internacionais, criou um grave problema para a agroindústria brasileira, a dificuldade no abastecimento de fertilizantes. E, mais uma vez, a solução definitiva desse problema, como de tantos outros, deverá vir da Região Norte do Brasil. Já ocorreu no passado, com a …
Coluna número 1 do Senador Plínio Valerio: Exploração do potássio da Amazônia é a solução para a crise dos fertilizantes

Como é do conhecimento geral, a guerra entre Rússia e Ucrânia, aliada às sanções internacionais, criou um grave problema para a agroindústria brasileira, a dificuldade no abastecimento de fertilizantes. E, mais uma vez, a solução definitiva desse problema, como de tantos outros, deverá vir da Região Norte do Brasil. Já ocorreu no passado, com a borracha, e hoje acontece em outros setores, como os fármacos, a pesca e tantos outros, entre eles a produção interna de fertilizantes.
Vale lembrar que, para a produção de fertilizantes são necessários três elementos: que são o fósforo, o potássio e o nitrogênio, essenciais para o desenvolvimento das plantas. “O Brasil importa 97% do potássio, que vem da Rússia, dos montes Urais, de Belarus ou do Canadá”, mostra Márcio Remédio, diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil, o SGB-CPRM. E foi o próprio CPRM que apresentou, em dezembro de 2020, um estudo comprovando que o potencial da bacia do Amazonas para a produção desses insumos é muito semelhante.
O diretor acredita que, a partir daí, o Brasil não chegará a ser exportador desse insumo, mas com certeza ampliará a autonomia em relação aos produtores estrangeiros ou mesmo a substituirá integralmente. Segundo o diretor, o Brasil tem ainda pouco conhecimento geológico: “Não há escala adequada para se apontar oportunidades”.
Estudos revelam que, com investimentos pesados em tecnologia e inovação, em novas descobertas de minas e na extração de nutrientes, a dependência do Brasil da importação de fosfato e de potássio, hoje em 72% e 97%, respectivamente, pode recuar para 24,5% e 48% até 2050.
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Também seria necessário facilitar o licenciamento ambiental de áreas identificadas e desmistificar a atividade, principalmente na Amazônia. Como, por exemplo, a mina de Autazes, sob responsabilidade da empresa Potássio do Brasil, que está parada por uma questão judicial. Já foram investidos mais de US$ 190 milhões na descoberta e no desenvolvimento do projeto e a previsão é que outros US$ 2 bilhões serão investidos até o fim da construção.
Há anos defendemos a exploração de potássio no Amazonas, sabendo da sua capacidade de geração de emprego e renda, além do abastecimento de fertilizantes para nosso país. Se somarmos as ações em Autazes e Nova Olinda do Norte, teremos a geração de 20 mil empregos. O número é 20% do total de vagas de trabalho da Zona Franca de Manaus. Isso pode ser feito de forma sustentável e legal, desde que siga regras precisas e legítimas.
A agricultura brasileira espera por isso. E, mais uma vez, a Amazônia trará a resposta às necessidades da economia nacional, como sempre preservando os recursos ambientais.











