????Vitória de Javier Milei influencia no Polo Industrial de Manaus

Milei vai comandar o país que mais compra produtos da Zona Franca de Manaus Pode parecer distante, mas a Argentina, país que será governado a partir de 10 de dezembro pelo ultraliberal Javier Milei, está muito próxima de Manaus. Para começar, a Argentina é o principal parceiro comercial dos vizinhos, quando se trata de exportações …

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Milei vai comandar o país que mais compra produtos da Zona Franca de Manaus

Pode parecer distante, mas a Argentina, país que será governado a partir de 10 de dezembro pelo ultraliberal Javier Milei, está muito próxima de Manaus. Para começar, a Argentina é o principal parceiro comercial dos vizinhos, quando se trata de exportações do Polo Industrial de Manaus (PIM). Os argentinos são o povo que mais compra motos do PIM.

2022

No ano passado, eles importaram, além de motos, papel-moeda e receptor de sinal de TV via satélite. Assim, fecharam um negócio com Manaus que rendeu US$ 27.187.064,00. Em real isso representou R$ 132,7 milhões. Ou seja: quase 40% de todo peso da balança comercial de exportação da Zona Franca de Manaus.

2023

Este ano, do apurado de janeiro a outubro, a Argentina já aparece como destino para o qual mais o PIM vendeu. Pois, até o mês passado, os hermanos já haviam comprado US$ 48.900.130,00 (R$ 239,6 milhões).

O que a vitória de Javier Milei pode significar para o Amazonas?

Neste momento, Milei deve ser um ponto de preocupação. É que durante sua campanha eleitoral ele prometeu cortar as relações comerciais da Argentina com os países que considera comunistas.

Isso inclui o Brasil, de Lula, a quem chamou de “ladrão”, “comunista furioso” e “ex-presidiário”. Mais à frente, caso leve a cabo o verbo, Milei poderá ser um problema para Zona Franca de Manaus.

Aliás, a Argentina também tem uma zona franca, que agora já fabrica produtos que antes comprava do PIM como concentrados e eletroeletrônicos, por exemplo.

Essa zona aduaneira é onde fica um parque industrial que também funciona com incentivos fiscais. No passado, já foi parceira da Suframa. Agora, não mais. E, pelo jeito, pode ser um problema para o PIM.

Fonte: BNC Amazonas

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