Os casos de violência contra a mulher e os estupros atingiram um novo recorde de registros no Brasil em 2024. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio no último ano — quatro por dia. Já o número de estupros chegou a 87.545, o equivalente a uma vítima …
Feminicídi0s e estvpros registram recorde de casos no Brasil em 2024

Os casos de violência contra a mulher e os estupros atingiram um novo recorde de registros no Brasil em 2024. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio no último ano — quatro por dia. Já o número de estupros chegou a 87.545, o equivalente a uma vítima a cada seis minutos. A maioria das pessoas estupradas também são mulheres.
O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (24/7) pelo Fórum de Segurança Pública, aponta um crescimento de 0,7% na taxa de feminicídi0s, 0,8% de estupros e 1% de estupros de vulneráveis em relação à 2023. Apesar do aumento percentual pequeno, os dados são os maiores da série histórica e revelam o perfil das vítimas dos crimes.
No total, a média de casos de feminicídi0s no país é de 1,4 a cada 100 mil mulheres. Em 15 estados, no entanto, as taxas foram maiores que a média nacional, sendo que as piores foram registradas no Mato Grosso (2,5), Mato Grosso do Sul (2,4) e Piauí (2,3).
As menores taxas de feminicídios a cada 100 mil mulheres foram registradas no Amapá (0,5), Sergipe (0,8) e Ceará (0,9).
Assim como nos feminicídios, as mulheres negras correspondem a maior parte das vítimas totais de estupros (56%) e os crimes aconteceram, em sua maioria, dentro de casas (66%).
Familiares das vítimas representam quase metade dos agressores (45,5%), sendo 20,6% deles parceiros ou ex-parceiros.
Entre os casos de estvpro, os dados revelam ainda um alerta sobre a idade das vítimas: 77% dos crimes foram cometidos contra menores de 14 anos.
Em números absolutos, os três estados com mais casos de estupro de vulnerável são São Paulo, Paraná e Pará, que concentram 32,3% dos registros deste tipo no país.
Fonte: Metrópoles
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