Omar Aziz sofre derrota acachapante e fica fora da presidência da CPMI do INSS

O senador Omar Aziz (PSD-AM) enfrentou uma das derrotas mais significativas de sua trajetória política recente ao não conseguir se viabilizar para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A expectativa inicial era de que Aziz, experiente em conduzir CPIs de grande repercussão nacional, como a da Covid-19, teria espaço garantido …

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O senador Omar Aziz (PSD-AM) enfrentou uma das derrotas mais significativas de sua trajetória política recente ao não conseguir se viabilizar para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A expectativa inicial era de que Aziz, experiente em conduzir CPIs de grande repercussão nacional, como a da Covid-19, teria espaço garantido na liderança da nova comissão. No entanto, as articulações da oposição em Brasília frustraram suas pretensões.

Omar vinha se movimentando para ocupar a presidência da CPMI do INSS, comissão criada para investigar denúncias de fraudes e irregularidades no sistema previdenciário. Sua experiência e histórico em CPIs eram os principais trunfos apresentados. Porém, a correlação de forças no Congresso Nacional se mostrou desfavorável e houve uma grande surpresa.

A base oposicionista trabalhou intensamente para bloquear a ascensão do senador amazonense, temendo que sua condução imprimisse à comissão um caráter explosivo e potencialmente danoso à imagem do governo Bolsonaro. O resultado hoje foi uma derrota considerada acachapante, que isola Aziz e reduz seu protagonismo dentro da pauta nacional.

Nos corredores de Brasília, o revés de Omar Aziz é lido como um recado claro: o senador já não detém o mesmo peso político de outrora. A lembrança de sua atuação incisiva na CPI da Covid, quando enfrentou ministros e desgastou o governo Bolsonaro, ainda causa resistência entre grupos influentes do congresso.

Analistas apontam que Aziz sai enfraquecido desse episódio e terá dificuldade de recuperar espaço em um momento em que nomes aliados do Planalto ganham terreno no comando de comissões estratégicas.

No Amazonas, a derrota de Aziz deve ser explorada por adversários locais. Com eleições de 2026 no horizonte, a imagem de um senador “forte em Brasília” pode começar a ser corroída. Seus rivais tendem a reforçar a narrativa de que ele perdeu prestígio no Congresso e, por consequência, poder de barganha para defender os interesses do estado.

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