Deputados e lideranças do Amazonas criticam decisão do STF e manifestam apoio ao ex-presidente nas redes sociais
Políticos da direita do Amazonas se solidarizam com condenação de Bolsonaro

Parlamentares do Amazonas usaram as redes sociais para expor a insatisfação após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nessa quinta-feira (11), na ação que apurou um suposto plano de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A deputada estadual Débora Menezes (PL), o deputado federal Alberto Neto (PL), o Coronel Menezes (União Progressista) e a pré-candidata ao governo do estado, Maria do Carmo (PL), manifestaram indignação com a decisão.
“Não iremos recuar! Estamos com você, presidente! Deus tenha misericórdia do Brasil. É inacreditável, mas a Primeira Turma do STF condenou o presidente Bolsonaro a 27 anos de prisão em regime fechado”, lamentou Coronel Menezes em vídeo publicado nas redes sociais.
Ele também compartilhou outro vídeo em que Bolsonaro aparece em uma motociata realizada no Amazonas, ocasião em que Menezes estava na garupa da motocicleta. Em outra postagem, destacou o voto do ministro Luiz Fux, que foi favorável à absolvição de Bolsonaro, e abriu debate sobre a atuação do STF.
A deputada Débora Menezes também lamentou a decisão em vídeo, afirmando que a condenação do ex-presidente representa “mais um dia triste”. Ela destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não conseguiu comprovar que Bolsonaro liderou o suposto golpe de Estado em 2023 e reforçou que “desistir não é uma opção”.
Já o deputado Alberto Neto afirmou que “não foi justiça, foi política”, alegando que estão tentando “calar a voz do povo”. Ele garantiu, no entanto, que a direita vai persistir e “lutar até o fim”.
Maria do Carmo, por sua vez, classificou a decisão como “um dia triste” para a democracia e para a Justiça. Ela criticou o Supremo, dizendo que a Corte foi transformada em “picadeiro”, mas ressaltou que “a verdade sempre aparece”.
Condenação
Dos 27 anos e 3 meses de pena, 24 anos e 9 meses correspondem à reclusão (crimes que preveem regime fechado) e 2 anos e 6 meses à detenção (pena em regime semiaberto ou aberto). Como a pena total ultrapassa 8 anos, Bolsonaro terá de iniciá-la em regime fechado. Além disso, pela Lei da Ficha Limpa, ficará inelegível por 8 anos após o cumprimento da pena.
Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF entendeu que Bolsonaro é culpado de todos os cinco crimes pelos quais foi acusado: golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.
O colegiado também decidiu condenar os outros sete réus da ação penal, apontados pela acusação como integrantes do núcleo central da chamada trama golpista.











