Nos bastidores da diplomacia, comenta-se que Lula terá uma vantagem curiosa em relação a outros chefes de Estado que negociaram presencialmente com Donald Trump: o fato de o presidente Lula não falar inglês e nem Trump português. Pode parecer um detalhe banal, mas essa dinâmica tornará necessária a intermediação de tradutores, o que inevitavelmente deixará …
A curiosa vantagem de Lula na dura negociação de Trump

Nos bastidores da diplomacia, comenta-se que Lula terá uma vantagem curiosa em relação a outros chefes de Estado que negociaram presencialmente com Donald Trump: o fato de o presidente Lula não falar inglês e nem Trump português.
Pode parecer um detalhe banal, mas essa dinâmica tornará necessária a intermediação de tradutores, o que inevitavelmente deixará o ritmo da conversa mais lento e menos propenso a arroubos, avaliam diplomatas brasileiros e americanos ouvidos pela coluna de Paulo Cappelli.
Os maiores embates de Trump durante reuniões diplomáticas recentes foram com chefes de Estado que falavam inglês, o que teria contribuído para reações aceleradas e para a escalada da tensão. São eles Volodymyr Zelensky, da Ucrância, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul.
A conversa de Lula com Trump tende a ser difícil. Isso porque o brasileiro não pretende recuar em pontos centrais das reclamações do norte-americano, que envolvem a condenação de Jair Bolsonaro e o bloqueio de redes sociais de cidadãos estadunideneses.
Um integrante do Palácio do Planalto ouvido pela coluna avalia que qualquer recuo do presidente nesse sentido iria indispor Lula com a ala majoritária do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas decisões que geraram reações da Casa Branca, como a aplicação da Lei Manigtsky ao ministro Alexandre de Moraes.
Já negociações sobre a regulação econômica das redes sociais no Brasil e a exploração de terras raras, com parceria e transferência tecnológica no setor mineral, são temas com maior margem de manobra.
Fonte: Metrópoles
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