Vereador Sargento Salazar surgiu como possível vice na chapa de Maria do Carmo
PL em ebulição: disputa por vice expõe racha no grupo de Maria do Carmo e tensão no partido

A articulação política em torno da pré-candidatura de Maria do Carmo ao governo do Amazonas enfrenta turbulências internas que já começam a ganhar contornos de crise. Informações de bastidores apontam que o presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, reagiu com irritação à possibilidade de o vereador Sargento Salazar ser escolhido como vice na chapa.
Segundo o relato, a movimentação em torno do nome de Salazar acendeu um alerta dentro do grupo político, especialmente porque ele é considerado peça estratégica na montagem da nominata proporcional, fator que pode influenciar diretamente na eleição de deputados federais. Nesse contexto, Alfredo teria agido rapidamente para tentar impor uma alternativa de sua confiança: o nome de Chico Preto.
A tentativa de emplacar Chico Preto, no entanto, não foi bem recebida por aliados próximos de Maria do Carmo. Há resistência interna quanto ao nome, principalmente pela avaliação de que ele não agregaria densidade eleitoral à chapa majoritária.
Outro fator que pesa contra Chico Preto é seu histórico de posicionamento político. Integrantes do grupo apontam que ele evita, há anos, fazer enfrentamentos diretos ao prefeito de Manaus, David Almeida, o que gera desconfiança em um momento em que a disputa tende a ser marcada por forte polarização.
Nos bastidores, o recado já teria sido dado de forma clara: a escolha do vice é uma prerrogativa da cabeça de chapa, ou seja, caberá exclusivamente a Maria do Carmo definir quem estará ao seu lado.
Enquanto isso, o nome de Salazar segue como elemento central na equação política. Com forte apelo eleitoral e capacidade de mobilização, ele é visto como um ativo relevante, mas também como uma figura de difícil controle político.
A percepção dentro do grupo é de que, caso avance, Salazar não será um vice “decorativo” ou subordinado, o que amplia o receio de setores que buscam maior previsibilidade na condução da campanha.
O episódio evidencia mais do que uma divergência pontual: revela uma disputa por influência dentro do PL no Amazonas e escancara o choque entre interesses eleitorais e controle político da chapa.
Com o cenário ainda indefinido, a tendência é que novas movimentações ocorram nos bastidores nas próximas semanas, especialmente à medida que a pré-campanha avance e as decisões estratégicas precisem sair do campo da especulação para a definição concreta.
Nos corredores políticos, a avaliação é direta: a escolha do vice pode não apenas consolidar uma candidatura, mas também determinar o equilíbrio ou o rompimento dentro do grupo.











