A mudança de rota do coronel Alfredo Menezes para o Avante, partido comandado no Amazonas pelo prefeito David Almeida, abriu um novo capítulo e também um novo desafio na trajetória política do pré-candidato a deputado federal. Sem o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro e distante da base mais fiel da direita, Menezes agora enfrenta o …
Sem apoio de Bolsonaro e fora da bolha da direita, Menezes encara teste de sobrevivência política no Avante de David Almeida

A mudança de rota do coronel Alfredo Menezes para o Avante, partido comandado no Amazonas pelo prefeito David Almeida, abriu um novo capítulo e também um novo desafio na trajetória política do pré-candidato a deputado federal. Sem o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro e distante da base mais fiel da direita, Menezes agora enfrenta o maior teste de sua carreira: provar que seu capital político não depende exclusivamente de padrinhos, mas de conexão direta com o eleitor.
A decisão de deixar um campo político onde sempre orbitou, fortemente ligado ao bolsonarismo, e migrar para uma legenda com outro perfil ideológico e estratégico, exige mais do que reposicionamento. Exige reinvenção.
Nos bastidores, a leitura é clara: Menezes precisa mostrar que tem voto próprio. Que sua trajetória, marcada pela visibilidade regional e pela proximidade com figuras influentes, pode se sustentar sem o “carimbo” automático de uma liderança como Bolsonaro. O desafio agora é transformar recall em voto consolidado.
Dentro do Avante, o cenário também não é simples. O partido, sob a liderança de David Almeida, tem sua própria lógica eleitoral e base política, o que obriga Menezes a dialogar com um público diferente daquele que o consagrou nos últimos anos. É uma tentativa de ampliar o espectro, mas que carrega riscos evidentes.
Muitos analistas políticos avaliam que, sem o apoio explícito da direita mais ideológica e sem o engajamento orgânico das redes bolsonaristas, Menezes precisará investir em agenda própria, presença territorial, estrutura partidária e narrativa consistente para se manter competitivo em 2026.
Ao mesmo tempo, a movimentação também pode ser vista como uma aposta estratégica: ao sair de uma zona de conforto, Menezes tenta construir uma identidade política mais independente, menos atrelada a lideranças nacionais e mais focada no eleitor amazonense.
O problema é que, na prática, essa transição cobra um preço alto. Em um cenário cada vez mais polarizado, onde a identidade ideológica pesa nas urnas, romper com uma base consolidada pode significar perder densidade eleitoral, especialmente quando não há garantias de transferência automática de votos no novo campo político.
Diante disso, o recado das urnas em 2026 tende a ser direto: ou Menezes prova que o eleitor é dele ou corre o risco de descobrir que, na política, apoio retirado pode significar votos evaporados.
Façam suas apostas.










