Pré-candidato de direita aparecem bem colocados na disputa pelo Senado no Amazonas
Wilson cresce e a Direita começa a perceber que Eduardo Braga é o adversário a ser derrotado em 2026

A pouco mais de quatro meses das eleições de 2026, o cenário da disputa pelo Senado no Amazonas começa a ganhar contornos cada vez mais definidos. Se no início da pré-campanha a fragmentação da Direita era vista como um risco para o campo conservador, os números mais recentes das pesquisas começam a produzir um novo movimento político: a consolidação dos nomes de Capitão Alberto Neto e Wilson Lima como principais representantes da Direita amazonense na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal.
A leitura que cresce nos bastidores é clara: Eduardo Braga continua sendo o nome mais competitivo do grupo ligado ao establishment político tradicional e, justamente por isso, passou a ser encarado como o principal adversário a ser derrotado em 2026.
As pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram Alberto Neto consolidado entre os primeiros colocados, principalmente pelo forte alinhamento com o eleitorado bolsonarista e conservador. Ao mesmo tempo, Wilson Lima demonstra crescimento consistente, sobretudo no interior do estado, onde ainda mantém forte influência política construída durante seus dois mandatos no Governo do Amazonas.
A soma desses fatores começa a provocar uma mudança importante dentro do eleitorado de direita. Lideranças políticas, apoiadores e estrategistas já trabalham abertamente com a tese de concentração de votos em nomes identificados com o campo conservador para impedir que Eduardo Braga amplie sua hegemonia na disputa.
Nos bastidores, o raciocínio político é simples: o Amazonas elegerá dois senadores em 2026 e, com a Direita dividida, o risco seria abrir espaço para que nomes ligados ao grupo de Braga ocupassem as duas vagas.
É justamente nesse cenário que Wilson Lima ganha importância estratégica. Mesmo ainda sem uma campanha oficialmente em ritmo total, o ex-governador já aparece competitivo nas pesquisas e passa a ocupar o espaço de segundo voto de grande parte do eleitorado conservador, especialmente entre aqueles que já demonstram preferência consolidada por Alberto Neto.
Analistas observam que Wilson possui características que o tornam eleitoralmente viável dentro desse contexto: forte presença no interior, estrutura política construída ao longo dos últimos anos, apoio de prefeitos aliados e, principalmente, o fato de ainda manter identificação com parte significativa do eleitorado bolsonarista no Amazonas.
Além disso, o ex-governador tem evitado aproximações públicas com o campo da esquerda e manteve distância estratégica durante a recente passagem do presidente Lula por Manaus, gesto interpretado como um recado político claro ao eleitorado conservador.
Enquanto isso, Eduardo Braga segue apostando em sua ampla experiência política, no recall eleitoral e na musculatura construída ao longo de décadas de atuação no estado. O senador continua extremamente competitivo, sobretudo no interior do Amazonas, onde mantém forte influência política e administrativa.
Mas dentro da Direita amazonense, a percepção que começa a se consolidar é de que a disputa pelo Senado deixou de ser apenas uma corrida individual e passou a ser tratada como uma batalha política de campo ideológico.
Nesse ambiente, Alberto Neto aparece como o nome prioritário da Direita raiz, enquanto Wilson Lima começa a se consolidar como peça fundamental na estratégia para enfrentar Eduardo Braga e impedir que o grupo político tradicional mantenha domínio absoluto sobre as vagas do Amazonas no Senado Federal em 2026.











