Resultado revela um cenário de intensa competitividade e mostra que a disputa pela segunda vaga está longe de uma definição
Projeta mostra Senado indefinido e coloca Alberto Neto e Wilson Lima empatados pela segunda vaga

A disputa pelas duas vagas do Amazonas no Senado Federal ganhou novos contornos com a divulgação da pesquisa do Instituto Projeta. Embora o senador Eduardo Braga (MDB) apareça na liderança do levantamento, o grande destaque está na briga pela segunda cadeira, que se apresenta completamente aberta e sem qualquer favorito consolidado.
Segundo os números divulgados, Eduardo Braga registra 25,4% das intenções de voto. Logo atrás, em um empate rigoroso que promete movimentar os bastidores políticos do estado, aparecem o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) e o ex-governador Wilson Lima, ambos com exatos 14,6%.
O resultado revela um cenário de intensa competitividade e mostra que a disputa pela segunda vaga está longe de uma definição. Mais do que isso, demonstra que o eleitorado amazonense segue dividido entre dois nomes fortemente identificados com o campo conservador e com o eleitor de direita, segmento que deverá ter papel decisivo na eleição de 2026.

Enquanto Alberto Neto mantém sua força junto ao eleitorado bolsonarista e segue figurando entre os nomes mais competitivos do estado, Wilson Lima confirma sua capacidade de permanecer relevante mesmo após deixar o comando do Governo do Amazonas. O empate entre os dois sinaliza que a corrida ao Senado deverá ser uma das mais acirradas da história recente do estado.
Atrás do trio que lidera a disputa aparecem o senador Plínio Valério (PSDB), com 9,3%, Marcelo Ramos, com 7,7%, e Marcos Rotta, com 7,6%.
O levantamento também reforça uma realidade que começa a se consolidar no cenário político amazonense: a tendência de concentração dos votos conservadores em torno de Alberto Neto e Wilson Lima.
Com dois votos para senador em jogo, cresce entre lideranças políticas a percepção de que a disputa real poderá acontecer entre os candidatos que buscam ocupar a segunda vaga ao lado de Eduardo Braga, especialmente porque os números mostram um cenário ainda extremamente fragmentado.
Outro dado que chama atenção é o percentual de eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos candidatos apresentados, alcançando 12,6%. Já os indecisos representam 8,2% do eleitorado entrevistado, um contingente capaz de alterar significativamente o resultado final da eleição.
Realizada entre os dias 30 de maio e 4 de junho, a pesquisa ouviu 3.196 eleitores em Manaus e outros 15 municípios amazonenses. O levantamento confirma uma tendência observada por diversos analistas políticos: mais uma vez, o interior deverá desempenhar papel fundamental na definição dos vencedores da disputa majoritária.
Com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AM-05101/2026.











