Ministro do STF, Mendonça afirmou que não aceita delação seletiva
Advogado sugeriu a Mendonça delação seletiva poupando ministros do STF, diz site

O então advogado de defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Roberto Podval — pivô do escândalo bilionário — teria proposto uma delação premiada que preservasse ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informou a colunista do UOL, Carla Araújo, neste domingo (21). O advogado deixou a defesa em março.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estariam supostamente envolvidos com o banqueiro. Ainda segundo as reportagens, a esposa de Moraes teria um contrato de US$ 129 milhões com Vorcaro.
A delação do ex-banqueiro voltou a repercutir nesta semana durante o julgamento sobre a manutenção da prisão preventiva do pai e do primo de Vorcaro na Primeira Turma do STF.
Na ocasião, o relator do caso, André Mendonça, afirmou que não fazia questão de um acordo de delação e declarou que a proposta não partiu do advogado conhecido como Juca, que também já deixou a defesa de Vorcaro.
Segundo a colunista, a proposta de delação seletiva incluiria evitar mais desgastes ao Supremo, ao supostamente poupar ministros de acusações feitas pelo ex-banqueiro.
A sugestão teria sido apresentada em uma reunião presencial entre Podval e Mendonça. Ao ouvir a proposta, o ministro teria sido ríspido e afirmado que Vorcaro precisaria se comprometer a responder a tudo o que lhe fosse perguntado.
O escândalo do Banco Master é apontado como um dos maiores do sistema financeiro da história do Brasil e envolveria figuras influentes da política em Brasília, de diferentes espectros ideológicos, além de nomes da alta cúpula do Poder Judiciário.










