Decisão contraria projeto de Marcelo e deixa Braga como único candidato ao Senado
PT fecha apoio à chapa de Omar e Braga; Marcelo Ramos tem candidatura sepultada

A pré-candidatura de Marcelo Ramos (PT) ao Senado chega ao fim após uma articulação que teve o senador Eduardo Braga (MDB), como personagem central. A direção nacional petista decidiu priorizar a reeleição do emedebista e orientar sua estrutura no Amazonas para a composição política em torno de Omar Aziz (PSD) ao Governo do Amazonas e Braga ao Senado.
A informação ganha novo capítulo com a publicação do jornalista Hiel Levy, segundo a qual o PT Nacional fechou a questão e orientou o apoio a Omar e Eduardo, sem a apresentação de outro nome ao Senado pela federação.
A decisão representa uma derrota política para Marcelo Ramos, que vinha defendendo publicamente sua permanência na corrida e chegou a ter sua pré-candidatura aprovada por unanimidade pelo Diretório Estadual do PT em maio.
Braga pesou na decisão nacional
O ponto mais explosivo do episódio é que o próprio Marcelo já havia atribuído a mudança de posição do PT nacional à preocupação de Eduardo Braga com sua candidatura.
Segundo Ramos, a direção nacional consolidou o entendimento de que sua presença na disputa poderia prejudicar a campanha de reeleição de Braga.
A versão desmontou, inclusive, a narrativa inicial de que Marcelo teria simplesmente desistido da eleição por questões pessoais.
Antes da decisão definitiva, Marcelo sustentava que não pretendia abandonar voluntariamente o projeto. Ele defendia uma tese simples: como o Amazonas elegerá dois senadores em 2026, o campo de Lula poderia apresentar dois candidatos, oferecendo duas opções ao eleitor governista.
Braga, entretanto, saiu vencedor da queda de braço.










