A estratégia de comunicação adotada pela pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo, tem chamado atenção por um aspecto que foge ao padrão das disputas eleitorais: em vez de concentrar seus ataques nos adversários políticos, a dirigente do PL tem direcionado críticas cada vez mais frequentes à imprensa. A publicação mais recente em suas …
Maria do Carmo esquece adversários políticos e elege a imprensa como principal inimiga

A estratégia de comunicação adotada pela pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo, tem chamado atenção por um aspecto que foge ao padrão das disputas eleitorais: em vez de concentrar seus ataques nos adversários políticos, a dirigente do PL tem direcionado críticas cada vez mais frequentes à imprensa.
A publicação mais recente em suas redes sociais reforça essa percepção. No lugar de apresentar propostas, confrontar os projetos dos concorrentes ou responder aos principais temas da pré-campanha, Maria do Carmo voltou a utilizar seu espaço para criticar veículos de comunicação e a cobertura jornalística.
A postura tem provocado debates no meio político. Tradicionalmente, campanhas eleitorais concentram esforços na disputa de ideias e na comparação entre projetos de governo. Ao transformar a imprensa em alvo recorrente de suas manifestações, a pré-candidata muda o foco do embate político e abre uma nova frente de conflito.
Analistas avaliam que o desgaste com os meios de comunicação pode representar uma estratégia para dialogar com parte do eleitorado que desconfia da imprensa. Por outro lado, esse posicionamento também pode ampliar o distanciamento com profissionais e veículos responsáveis por acompanhar, questionar e divulgar informações de interesse público durante o processo eleitoral.
A relação entre políticos e imprensa costuma ser marcada por momentos de tensão, especialmente em períodos eleitorais. Entretanto, o papel do jornalismo permanece o de informar, fiscalizar o poder público e questionar candidatos de diferentes correntes políticas, independentemente de quem esteja na disputa.
Enquanto os demais pré-candidatos intensificam agendas, alianças e apresentação de propostas, Maria do Carmo parece travar uma batalha paralela, direcionando boa parte de sua comunicação para responder ou criticar reportagens e veículos de imprensa. Resta saber se essa estratégia produzirá ganhos eleitorais ou desviará o debate dos temas que mais interessam ao eleitor amazonense.









