Candidatos vão disputar as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa
Projeção para a Aleam: União Progressista lidera, enquanto “chapões” deixam nomes fortes ameaçados

A projeção apresentada para a disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas aponta a União Progressista, federação formada por União Brasil e PP, como a força partidária com maior possibilidade de representação. A estimativa atribui cinco vagas ao grupo, seguido pelo Avante, com quatro.
MDB, PSD, PL e Podemos aparecem com três cadeiras cada. Republicanos, Federação Brasil da Esperança e Agir completariam a composição projetada, conquistando uma vaga cada.
União Progressista pode formar a maior bancada
Projeção: 5 a 6 deputados
Prováveis eleitos:
- Carlinhos Bessa
- Dr. George Lins
- Adjuto Afonso
- Marcellus Campêlo
- Marco Castilhos
A União Progressista apresenta a nominata mais competitiva e equilibrada da projeção. Além de disputar a maior bancada da próxima legislatura, o grupo reúne candidatos com bases consolidadas e nomes em crescimento.
Entre os principais favoritos está Marcellus Campêlo, que reúne experiência administrativa, presença crescente no debate eleitoral e um amplo portfólio de obras e programas executados durante sua passagem pela Sedurb e pela UGPE.
Sua atuação em áreas de grande impacto social, como habitação, saneamento, urbanização, iluminação pública e infraestrutura, proporciona uma base concreta para o discurso eleitoral. Marcellus também aparece entre os cinco nomes mais lembrados em pesquisas para consumo interno, reforçando sua presença na faixa dos prováveis eleitos.
Nesse cenário, Carlinhos Bessa, Dr. George Lins, Adjuto Afonso, Marcellus Campêlo e Marco Castilhos formariam o grupo mais próximo das cinco cadeiras projetadas.
Mário César Filho e Aldenor Lima permanecem competitivos, mas passam a integrar a principal zona de disputa, ao lado de Dr. Gomes. Caso a federação consiga ampliar sua votação e conquistar uma sexta cadeira, esses nomes seriam os mais diretamente beneficiados.
Zona de disputa: Mário César Filho, Aldenor Lima e Dr. Gomes.
Possíveis surpresas: Brena Dianná, Rodrigo Sá, Vivian Amorim e Wanderley Monteiro.
Avante projeta quatro cadeiras, mas terá briga voto a voto
Projeção: 4 deputados
Prováveis eleitos:
- Daniel Almeida
- Abdala Fraxe
- Dr. Eduardo Assis
- David Reis
O Avante aparece com a segunda maior bancada projetada. Os quatro primeiros nomes partem teoricamente na dianteira, mas Eduardo Alfaia, Rodinei Ramos e Gilmar Nascimento estão próximos da zona de classificação e podem provocar mudanças.
O desafio do partido será distribuir votos entre seus candidatos sem concentrar excessivamente a votação em poucos nomes. Uma boa votação de legenda e o desempenho conjunto da chapa serão decisivos para confirmar a quarta cadeira.
Zona de disputa: Eduardo Alfaia, Rodinei Ramos e Gilmar Nascimento.
Possível surpresa: Pai Amado.
MDB teria três vagas e uma disputa interna bastante aberta
Projeção: 3 deputados
Prováveis eleitos:
- Thiago Abrahim
- Cristiano D’Angelo
- Matheus Garcia
A ordem coloca Thiago Abrahim, Cristiano D’Angelo e Matheus Garcia como favoritos. Entretanto, Kennedy Marques, Luana Ferraz e Donmarques aparecem imediatamente atrás e podem entrar na zona de eleição.
O MDB tem uma nominata com nomes fortes no interior e candidatos ligados a segmentos específicos. Isso pode produzir uma votação menos previsível e tornar a terceira vaga a mais disputada dentro do partido.
Zona de disputa: Kennedy Marques, Luana Ferraz e Donmarques.
Correndo por fora: Simão Peixoto e Jair Souto.
PSD projeta três cadeiras
Projeção: 3 deputados
Prováveis eleitos:
- Mayra Dias
- Emanoel Pinheiro
- Rozenha
A projeção coloca Mayra Dias na liderança da nominata, acompanhada por Emanoel Pinheiro e Rozenha. Entretanto, Eurico Tavares, Bosco Saraiva e Wilker Barreto formam um segundo bloco bastante competitivo.
O PSD possui pelo menos seis nomes com capacidade de disputar diretamente as três vagas projetadas. Por isso, a classificação interna pode sofrer mudanças significativas durante a campanha.
Zona de disputa: Eurico Tavares, Bosco Saraiva e Wilker Barreto.
Possível surpresa: Dr. Sandoval.
PL pode eleger três, mas Delegado Péricles aparece ameaçado pela linha de corte
Projeção: 3 deputados
Prováveis eleitos:
- Kidson Maia
- Cabo Maciel
- Débora Menezes
A grande surpresa da projeção é a colocação de Delegado Péricles fora das três vagas inicialmente atribuídas ao PL. Ele aparece na quarta posição e seria o primeiro nome na linha de corte.
A disputa interna deverá ficar concentrada entre Kidson Maia, Cabo Maciel, Débora Menezes e Delegado Péricles. Capitão Carpê e Willace Souza aparecem logo depois, podendo se beneficiar de uma campanha fortemente vinculada ao eleitorado conservador.
O PL possui potencial para conquistar uma quarta cadeira, mas isso dependerá de uma votação partidária acima da atualmente projetada.
Zona de disputa: Delegado Péricles.
Possíveis surpresas: Capitão Carpê e Wallace Souza.
Podemos aposta em três puxadores
Projeção: 3 a 4 deputados
Prováveis eleitos:
- Felipe Souza
- Sargento Loiola
- Glenio Seixas
Felipe Souza aparece como principal nome da chapa, seguido por Sargento Loiola e Glenio Seixas. A quarta colocada, Yomara Lins, surge como principal ameaça ao trio inicialmente projetado.
Coronel Vinicius Almeida, Paulo PP e Coronel Bonates também podem crescer, principalmente pela identificação com segmentos conservadores e ligados à segurança pública.
Zona de disputa: Yomara Lins.
Possíveis surpresas: Coronel Vinicius Almeida e Coronel Bonates.
Republicanos dependerá de uma votação concentrada
Projeção: 1 deputado
Provável eleito:
- João Luiz
João Luiz aparece como favorito para ocupar a única cadeira projetada para o Republicanos. Entretanto, a nominata conta com Comandante Dan, Rodrigo Guedes e Marcelo Amil, que podem disputar diretamente a vaga.
O Republicanos enfrenta um dilema: precisa reunir votos suficientes para garantir representação, mas uma divisão muito equilibrada entre seus principais candidatos pode tornar a vaga vulnerável.
Zona de disputa: Comandante Dan, Rodrigo Guedes e Marcelo Amil.
Federação PT, PCdoB e PV ficaria com uma única cadeira
Projeção: 1 deputado
Provável eleito:
- José Ricardo
José Ricardo aparece à frente de Sinésio Campos e Clóvis Curubão. A tendência indicada pelo documento é de uma disputa direta entre José Ricardo e Sinésio Campos pela única cadeira projetada.
Eron Bezerra também pode entrar nessa disputa caso consiga mobilizar a estrutura histórica do PCdoB e ampliar sua votação para além do eleitorado tradicional da federação.
Zona de disputa: Sinésio Campos.
Possíveis surpresas: Clóvis Curubão e Eron Bezerra.
Agir aparece com uma vaga
Projeção: 1 deputado
Provável eleito:
- Marcelo Palhano
Marcelo Palhano lidera a nominata e seria o nome mais próximo da eleição. João Paulo Janjão, Jender Lobato e Tony Medeiros aparecem como adversários internos mais imediatos.
Para confirmar a cadeira, o Agir dependerá não apenas de uma votação expressiva de seu principal candidato, mas também da contribuição dos demais integrantes da chapa para alcançar o quociente partidário.
Zona de disputa: João Paulo Janjão e Jender Lobato.
De acordo com a projeção, Novo, PSB, PDT e PSTU não alcançariam nenhuma das 24 cadeiras.
Entre eles, o Novo e o PDT apresentam nominatas mais numerosas, mas aparentemente ainda sem um puxador capaz de colocar o partido na zona de classificação. No Novo, Andressa Brasil aparece como primeiro nome; no PDT, Luís Castro lidera a lista. No PSB, o destaque inicial é Edson Kambeba.
Essas legendas precisariam crescer coletivamente ou concentrar uma votação muito expressiva em um candidato para romper a barreira eleitoral.
A fotografia inicial mostra a União Progressista em vantagem na disputa pela maior bancada, mas também revela que algumas das batalhas mais intensas acontecerão dentro das próprias nominatas. PL, PSD, MDB e União Progressista concentram os principais confrontos internos.
Mais do que derrotar candidatos de outros partidos, muitos concorrentes precisarão superar os próprios aliados. Na eleição proporcional, estar em uma chapa forte abre o caminho para a vitória, mas também torna a corrida interna muito mais perigosa.










