Da Amazônia para o Brasil: Cella Bártholo ganha destaque na revista CARAS

Artista amazonense apresenta o álbum autoral “Efeito Borboleta”, celebra suas raízes e defende mais oportunidades para os talentos da região Norte

Compartilhar em:

A cantora e compositora amazonense Cella Bártholo ganhou destaque nacional nas páginas da revista CARAS. Em uma reportagem especial, a artista falou sobre sua trajetória, a construção de sua identidade musical e a influência da Amazônia em seu primeiro álbum totalmente autoral, “Efeito Borboleta”.

Natural de Manaus, Cella teve contato com diferentes manifestações artísticas desde a infância e conquistou projeção nacional ao participar do The Voice Kids, em 2017. Agora, aos 24 anos, apresenta uma fase mais madura, independente e conectada com suas origens.

Segundo a cantora, “Efeito Borboleta” é o trabalho mais pessoal de sua carreira. O álbum reúne histórias, referências e sonoridades que representam a artista que ela se tornou e apontam os caminhos que pretende seguir.

“Hoje, me conheço melhor, sei quais são meus valores e o que quero construir com a minha arte”, afirmou Cella à CARAS.

A reportagem destaca principalmente a relação da artista com o Amazonas. Para Cella, a cultura amazônica não aparece em seu trabalho apenas como cenário ou elemento estético, mas como parte inseparável de sua identidade.

A cantora explicou que sua maneira de criar foi moldada pela relação com a natureza, pela profundidade dos rios e pelas histórias, folclores e encantamentos presentes no imaginário regional. Essa herança acompanha sua produção artística e fortalece o orgulho de representar sua terra em todo o país.

Um dos momentos mais marcantes da entrevista acontece quando Cella defende uma visão contemporânea sobre a produção cultural do Norte.

“A Amazônia é pop. É criativa, contemporânea e ancestral, cheia de histórias que ainda precisam ganhar espaço”, declarou.

A artista também chamou atenção para a necessidade de o mercado musical ampliar as oportunidades destinadas aos talentos amazônidas. Na avaliação de Cella, os artistas do Norte possuem características únicas, construídas a partir dos saberes, ritmos, narrativas, festas populares e manifestações culturais da região.

“Acredito que ainda faltam oportunidades para que muitos desses talentos possam aflorar e alcançar o reconhecimento que merecem”, ressaltou.

Cella também falou sobre os desafios de construir uma carreira artística em uma geração marcada pela ansiedade, pela velocidade das redes sociais e pelas comparações constantes. Para enfrentar esse ambiente, procura respeitar o próprio tempo, ouvir sua intuição e manter uma conexão permanente com a natureza.

A presença de Cella Bártholo na CARAS representa mais do que uma conquista individual. É também uma vitrine nacional para a música produzida no Amazonas e para uma geração de artistas que busca mostrar ao Brasil uma Amazônia moderna, criativa e profundamente conectada com sua ancestralidade.

Com “Efeito Borboleta”, Cella abre um novo capítulo de sua trajetória e reafirma uma mensagem poderosa: a Amazônia não é apenas uma inspiração em sua obra é parte essencial de quem ela é.

Compartilhar em: