Candidato ao Senado critica as políticas ambientais do governo federal para a Amazônia e defende um modelo que concilie preservação, desenvolvimento econômico e dignidade para as populações locais
Alberto Neto mira Ibama e ICMBio e acusa órgãos de perseguirem quem vive da floresta enquanto criminosos avançam na Amazônia

O candidato ao Senado Alberto Neto voltou suas críticas para a política ambiental conduzida pelo governo federal na Amazônia. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar questionou a atuação do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), classificando como injusta e ineficaz a forma como os órgãos fiscalizam as atividades econômicas na região.
Na avaliação de Alberto, pequenos produtores, agricultores, pescadores e comunidades que dependem diretamente dos recursos naturais para sobreviver acabam tratados como criminosos, enquanto organizações envolvidas em grandes esquemas ambientais continuariam atuando sem o mesmo rigor.
“Combatem quem precisa viver das riquezas da floresta e são permissivos com os verdadeiros criminosos”, afirmou.
A declaração atinge diretamente uma das questões mais sensíveis do Amazonas: como preservar a floresta sem transformar seus moradores em obstáculos ao próprio desenvolvimento regional.
Alberto Neto defende que a legislação ambiental seja aplicada com equilíbrio, inteligência e conhecimento da realidade amazônica. Para ele, não é razoável cobrar das populações do interior o cumprimento de regras construídas em Brasília sem oferecer alternativas econômicas, assistência técnica, regularização fundiária e condições para a exploração sustentável dos recursos naturais.
O candidato também sustenta que a fiscalização precisa concentrar esforços nas grandes organizações responsáveis pelo desmatamento ilegal, pela mineração clandestina, pelo tráfico de madeira e pela ocupação criminosa de terras públicas.
Na prática, Alberto questiona um modelo que, segundo ele, pune com rapidez quem produz para sobreviver, mas demonstra pouca eficiência para alcançar os financiadores e beneficiários dos grandes crimes ambientais.
A crítica também reforça o discurso da Direita de que a Amazônia não pode continuar sendo administrada de longe, por autoridades que desconhecem as dificuldades enfrentadas pelas comunidades locais.
Ao mirar o governo federal, o Ibama e o ICMBio, Alberto Neto coloca a política ambiental no centro de sua campanha ao Senado e tenta se consolidar como defensor de uma Amazônia preservada, mas também produtiva.
Para o candidato, proteger a floresta não pode significar condenar seus habitantes à pobreza. O desafio seria combater os verdadeiros criminosos ambientais e, ao mesmo tempo, permitir que quem nasceu e vive na região possa trabalhar legalmente, produzir e transformar as riquezas amazônicas em desenvolvimento e qualidade de vida.










