Coronel teve conflitos públicos com a direção partidária antes de deixar a legenda
Costa e Silva critica distribuição de recursos do PL e é comparado a Coronel Menezes

O delegado Costa e Silva passou a criticar publicamente a condução do PL no Amazonas e a distribuição de recursos para sua campanha. As manifestações têm como principal alvo o presidente estadual do partido, Alfredo Nascimento.
Segundo fontes internas ouvidas pelo Foco, a postura também motivou comparações, em tom bem-humorado, com o Coronel Menezes, que teve conflitos públicos com a direção partidária antes de deixar a legenda. Uma das fontes resumiu a comparação com a expressão: “Costa e Silva também menezou”.
A avaliação de que o delegado estaria repetindo a estratégia de Menezes é uma interpretação de integrantes do partido, e não uma posição formal da direção do PL.
Costa e Silva questiona o valor destinado à sua campanha e cobra explicações sobre os critérios utilizados pelo comando estadual do PL.
De acordo com informações mencionadas no debate interno, o delegado teria recebido R$ 500 mil do fundo eleitoral em 2022. Para a campanha atual, afirma ter recebido R$ 50 mil, o que representa uma redução de 90%.
Após a divulgação do novo valor, Costa e Silva passou a fazer críticas públicas a Alfredo Nascimento e à condução do partido. A comparação entre os dois repasses é utilizada por setores da legenda para apontar uma mudança de postura do delegado em relação à distribuição dos recursos.
Fontes críticas a Costa e Silva, afirmam que ele não teria feito questionamentos públicos semelhantes quando recebeu R$ 500 mil. Para esses integrantes, a reação atual estaria relacionada principalmente à redução do valor destinado à sua campanha. Essa é uma interpretação política das fontes e não comprova, por si só, a motivação do delegado.
Também não há, com base nas informações apresentadas, confirmação de que o repasse de R$ 50 mil tenha violado regras eleitorais ou normas internas do partido.
A direção partidária possui autonomia para definir a distribuição dos recursos, desde que observe a legislação eleitoral, as regras da legenda e os percentuais obrigatórios previstos para determinadas candidaturas. A redução do valor recebido em relação a uma eleição anterior não caracteriza irregularidade automaticamente.
A mudança entre os valores recebidos em 2022 e na campanha atual passou a ser utilizada por diferentes grupos dentro do PL para interpretar a atuação de Costa e Silva.
Aliados do delegado podem considerar as críticas uma cobrança por critérios mais claros e por maior equilíbrio na distribuição dos recursos. Já setores críticos avaliam que a contestação decorre principalmente da diminuição do repasse e representa uma tentativa de pressionar a direção partidária.
Também há integrantes que interpretam as manifestações como uma forma de antecipar uma explicação para eventual desempenho eleitoral abaixo do esperado. Nesse caso, a responsabilidade pelas dificuldades de campanha poderia ser atribuída à falta de recursos e à estrutura oferecida pelo partido.
Não há confirmação de que essa seja a estratégia deliberada de Costa e Silva. Trata-se de uma hipótese levantada por fontes internas.
A comparação com Coronel Menezes está relacionada ao fato de ambos terem levado divergências com a direção do PL ao debate público. As circunstâncias políticas e pessoais dos dois casos, contudo, não são necessariamente iguais.
A expressão “menezou”, citada por uma fonte, circula de maneira informal entre integrantes da legenda. Não se trata de uma denominação oficial nem de uma avaliação unânime dentro do partido.
Até o momento, não há confirmação de que Costa e Silva pretenda deixar o PL. As críticas podem representar uma tentativa de obter mais recursos, esclarecimentos ou espaço político durante a campanha.
A continuidade dos ataques públicos pode, no entanto, aumentar as dificuldades de relacionamento entre o delegado e a direção estadual após a eleição. O episódio expõe uma disputa interna sobre a distribuição do fundo eleitoral e sobre o grau de autonomia dos candidatos em relação ao comando partidário.
Costa e Silva permanece filiado ao PL. A comparação com Coronel Menezes é feita por fontes internas em razão da estratégia de confronto público, mas ainda não há elementos que indiquem que o delegado seguirá o mesmo caminho político ou deixará a legenda, embora a possibilidade de abertura de processo imediato de expulsão não seja descartada.










