Alberto Neto cobra explicações sobre operação da PF que envolveu suplente de Plínio Valério

Kelly Barbosa teve a casa submetida a buscas que apura suspeitas em contratos para reformas de escolas com recursos do Fundeb

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O candidato ao Senado Alberto Neto (PL) trouxe para a campanha a Operação Emergência Fabricada, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2025, ao afirmar em vídeo publicado nas redes sociais⁠ que a primeira suplente de Plínio Valério (PSDB), Kelly Barbosa, já foi alvo de apuração da PF. A composição da chapa de Plínio, com Kelly na primeira suplência, consta no levantamento publicado pelo Senado.

A operação apura possíveis irregularidades em contratações diretas feitas pela Prefeitura de Tefé para reformas de unidades escolares com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A suspeita investigada é de que as dispensas de licitação tenham sido justificadas por uma situação emergencial cuja caracterização está sob questionamento. Dois mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região; aparelhos eletrônicos foram recolhidos para perícia.

Segundo a cobertura da operação à época, os mandados foram cumpridos em um imóvel em Manaus do prefeito de Tefé, Nicson Marreira, e de sua esposa, Kelly Barbosa. Ninguém foi preso naquela ação. Esse é o vínculo divulgado entre a suplente e as buscas. As informações disponíveis não permitem afirmar que Kelly tenha sido indiciada, denunciada ou condenada, nem esclarecem sua eventual responsabilidade individual nos contratos investigados.

A fala de Alberto Neto recoloca uma questão relevante diante do eleitor: quem integra a chapa ao Senado também pode vir a exercer o mandato. Por isso, os desdobramentos da operação e a posição de Kelly Barbosa e Plínio Valério sobre o caso merecem esclarecimento público. A existência de uma investigação, porém, não equivale à comprovação das suspeitas.

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