Deputado direcionou críticas ao senador e questionou a escolha de Kelly Barbosa para a primeira suplência; operação da PF em Tefé entrou no confronto eleitoral
Alberto Neto adota estilo “tiro, porrada e bomba” e parte para cima de Plínio Valério no debate da Rede Amazônica

O debate entre os candidatos ao Senado realizado pela Rede Amazônica, na noite de sexta-feira (25), teve um confronto direto entre Capitão Alberto Neto (PL) e Plínio Valério (PSDB). Em uma postura de ataque, Alberto voltou suas críticas à composição da chapa do adversário e levou à disputa a Operação Emergência Fabricada, deflagrada pela Polícia Federal em 2025.
O foco foi Kelly Barbosa, primeira suplente de Plínio. Ela é esposa do prefeito de Tefé, Nicson Marreira. Alberto questionou a escolha da suplente ao mencionar a apuração da PF sobre contratos da prefeitura custeados com recursos da educação. A presença de Kelly na chapa está registrada no levantamento de candidatos publicado pelo Senado.
Em maio de 2025, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão na Operação Emergência Fabricada. A investigação apura possíveis irregularidades em contratações diretas para reformas de escolas em Tefé com recursos do Fundeb. Segundo a PF, as diligências buscavam esclarecer se houve dispensa indevida de licitação sob uma justificativa de emergência. As buscas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Reportagem publicada à época informou que as buscas alcançaram um imóvel do prefeito e de Kelly em Manaus e que ninguém foi preso. A operação é um fato documentado, mas a investigação não comprova, por si só, responsabilidade individual da suplente. Não há, nas informações consultadas para esta matéria, confirmação de indiciamento ou condenação de Kelly Barbosa no caso.
Plínio também reagiu no debate e questionou a independência política de Alberto Neto, em um embate sobre a atuação dos dois em Brasília. A troca de críticas deixou evidente que, além de apresentar propostas, os candidatos passaram a disputar publicamente a credibilidade das chapas que oferecem ao eleitor.
A investida de Alberto tem um alvo político claro: a suplência faz parte da escolha para o Senado, já que o primeiro suplente pode assumir o mandato em caso de afastamento do titular. Ao trazer a operação da PF para o debate, o candidato do PL pressionou Plínio a explicar sua escolha. Cabe ao senador e a Kelly responder às críticas; ao eleitor, distinguir o que foi efetivamente apurado das acusações feitas no calor da campanha.









