Cidade afirma que Maria do Carmo não representa a direita e dispara: “seu coordenador está metido com tráfico”

Governador afirmou que Maria ainda não prestou explicações à população sobre o caso

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O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade, afirmou que a concorrente Maria do Carmo (PL) não representa a direita no Amazonas, que ela não cita o ex-presidente Jair Bolsonaro em suas publicações nas redes sociais, e lembrou de Rodrigo Soares que se apresentava como coordenador de campanha de Maria, que supostamente tem envolvimento com o tráfico de drogas.

As declarações de Cidade acontceram durante o debate promovido pela Rede Amazônica nessa terça-feira (29) entre os candidatos que disputam a cadeira do governo.

“Candidata Maria do Carmo Lins, você não tem propostas, está indo para o baixo nível porque não vai para o segundo turno. Você não representa a direita. É o último debate desse primeiro turno e não vi você falar um dia sequer do [Jair] Bolsonaro. O fato é que o seu coordenador de campanha está metido com o tráfico e você ainda não respondeu a população”, disparou Cidade para Maria.

As declarações do governador vieram após questionar a empresária sobre quais propostas têm em seu Plano de Governo para a segurança pública do estado, destacando as entregas que vem fazendo na área desde quando assumiu Executivo estadual há quatro meses.

“Você está trazendo um tema aqui muito sensível. Eu fui absolvido do processo e seguimos em frente. Você está mentindo como sempre mentiu em todos os debates. Eu não respondi nada, foi um B.O. que depois disso, foi sanado, e eu fui absolvido pela Justiça. Passou pela Procuradoria da Mulher. Eu sou ficha limpa”, completou Cidade.

Além de afirmar que Maria do Carmo não representa a direita, Cidade relembrou que a candidata não explicou à população amazonense seu suposto envolvimento com Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, preso em operação da Polícia Civil do Amazonas no início de setembro. A polícia anunciou a prisão de RC, durante a apreensão de cerca de 2,5 toneladas de drogas. Além de se identificar como coordenador de campanha da empresária, RC comandava o Instituto União, entidade que divulgava atividades políticas de candidatos do PL, entre eles, de Maria do Carmo.

Com a palavra, a candidata mudou de assunto, devolvendo a resposta com uma pergunta a Cidade e não apresentou propostas para a área. Em sua réplica, Roberto Cidade afirmou que Maria não tem propostas e não entende sobre segurança pública e por isso não lhe respondeu. E conluiu que em seu governo já aumentou o efetivo da segurança na capital e no interior, vai intensificar o sistema de inteligência, além de outras ações.

A troca de farpas entre ambos aconteceu durante a apresentação de propostas para o combate à violência contra a mulher. Além deste, temas como gastos públicos, segurança pública, inclusão da causa autista e custo de vida foram abordados no terceiro bloco do embate entre os candidatos.

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