Omar amplia apoio de prefeitos e pode reunir os 62 gestores no segundo turno

Adesão de Renato fortalece Omar em Manaus; apoio de todos os prefeitos do Amazonas ainda depende de confirmação

Compartilhar em:

O senador Omar Aziz (PSD) inicia o segundo turno da disputa pelo Governo do Amazonas com uma ampla base de apoio entre os prefeitos e uma adesão importante na capital: a do prefeito Renato Junior (Avante). O movimento abre espaço para a possibilidade de reunir os gestores dos 62 municípios, embora o apoio de todos ainda não esteja confirmado publicamente.

No primeiro turno, Omar já contava com o apoio declarado de 49 dos 62 prefeitos, segundo levantamento publicado pelo jornal A Crítica. Essa base corresponde a aproximadamente 79% dos gestores municipais e demonstra a dimensão da articulação construída pelo senador antes da votação.

Com a disputa reduzida a Omar e Maria do Carmo (PL), os posicionamentos dos prefeitos que estiveram com candidatos eliminados passam a ganhar relevância. Eventuais adesões podem ampliar a presença política do candidato do PSD, mas precisam ser anunciadas individualmente para que se confirme uma aliança envolvendo todos os municípios.

A primeira adesão de destaque nessa nova etapa veio de Manaus. Renato Junior oficializou o apoio a Omar na noite de segunda-feira (5), durante encontro no Da Vinci Hotel, reunindo parlamentares e apoiadores ligados ao grupo do ex-prefeito David Almeida.

Ao justificar a decisão, o prefeito destacou a necessidade de cooperação entre a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado. Mobilidade urbana, passe livre estudantil e ações sociais estiveram entre os assuntos discutidos com o senador.

Politicamente, a adesão amplia o arco de alianças de Omar para além dos partidos que integraram sua coligação no primeiro turno. Também acrescenta uma liderança da capital à base que já tinha forte presença no interior.

O mapa do primeiro turno evidencia o alcance territorial da candidatura. Omar terminou à frente em 53 dos 62 municípios, enquanto Maria do Carmo venceu em três e Roberto Cidade liderou em seis, conforme levantamento do jornal A Crítica.

A relação com os prefeitos pode contribuir para a mobilização de aliados e para o diálogo com demandas locais. Entretanto, o número de gestores apoiadores e o número de municípios conquistados são indicadores diferentes: uma declaração de apoio não determina, por si só, o comportamento das urnas.

Apuí ilustra essa distinção. Maria do Carmo venceu no município mesmo com o prefeito Marquinhos Maciel apoiando Omar no primeiro turno. O resultado mostra que a influência das lideranças municipais tem limites e convive com as preferências individuais dos eleitores.

Omar chega à etapa decisiva com 841.846 votos, equivalentes a 40,63% dos válidos, contra 507.335 votos e 24,49% de Maria do Carmo. A vantagem inicial e a adesão de Renato Junior fortalecem sua posição na disputa.

Nesse cenário, reunir os 62 prefeitos representaria uma ampliação expressiva de sua base política. Até agora, porém, os apoios documentados sustentam a existência de uma aliança municipal ampla, sem comprovar unanimidade.

As próximas declarações dos gestores indicarão se essa possibilidade se concretizará. A decisão sobre o governo, por sua vez, continuará nas mãos dos eleitores, que voltarão às urnas em 25 de outubro.

Compartilhar em: