“ARBÍTRIO”| Fachin cometeu “estupro à democracia” ao se reunir com embaixadores, diz Bolsonaro

Em Ato Cívico pela Liberdade de Expressão, presidente Jair Bolsonaro (PL) foi para ofensiva questionando ações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Edson Fachin, durante pronunciamento no Palácio do Planalto nesta terça-feira (7). Segundo Bolsonaro, o ministro “estuprou” a democracia ao convidar embaixadores para falar sobre a segurança das eleições no mês passado. …

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Em Ato Cívico pela Liberdade de Expressão, presidente Jair Bolsonaro (PL) foi para ofensiva questionando ações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Edson Fachin, durante pronunciamento no Palácio do Planalto nesta terça-feira (7).

Segundo Bolsonaro, o ministro “estuprou” a democracia ao convidar embaixadores para falar sobre a segurança das eleições no mês passado. Durante o encontro, o ministro pediu que a comunidade internacional esteja em alerta para o pleito brasileiro.

O presidente afirmou que Fachin está interferindo na política externa do país.

“O que ele fez essa semana que passou? A política externa é minha e do ministro [das Relações Exteriores Carlos] França. Ele convida em torno de 70 embaixadores e, de forma indireta, ataca a Presidência da República, como um homem que não respeita a Constituição, não respeita o processo eleitoral.” Mencionando evento acontecido no dia 31 de maio, denominado “Sessão Informativa para Embaixadas” que o Ministro Fachin convidou diversos embaixadores e diplomatas.

Para Bolsonaro, Fachin “pensa em dar um golpe”. O presidente ainda disse que toda sua família é perseguida.

“[Ele] conclui de forma indireta: ‘Seu chefe de estado deve reconhecer o ganhador das eleições para que não haja qualquer questionamento junto à Justiça’. O que é isso se não um arbítrio? Um estupro à democracia?”

Bolsonaro disse que não vai continuar “vivendo como rato” e defendeu a necessidade de uma “reação”.

“Eu sou o chefe das Forças Armadas, nós não vamos fazer papel de idiotas. Eu tenho a obrigação de agir, tenho jogado dentro das 4 linhas [da Constituição], não acham uma só palavra minha, um só gesto, um só ato fora da Constituição. Será que 3 [ministros] do Supremo que podem muito, devem continuar achando que podem tudo? Eu não vou viver como um rato, tem que haver uma reação. Se a população acha que não deve ser dessa maneira, preparem-se para ser prisioneiros sem algemas. O ministro que solta o Lula é o mesmo que está à frente do Tribunal Superior Eleitoral dando as cartas”.

A CNN procurou o ministro Luiz Edson Fachin, o STF e o TSE e eles disseram que não vão se manifestar sobre as declarações do presidente.

Com informações da CNN

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