A Creditares, agtech focada em soluções de financiamento para produtores rurais, está passando pela segunda rodada de investimentos, que deve ser encerrado até agosto. Criada em janeiro de 2021, cerca de R$ 100 milhões em empréstimos já ocorreram por meio dos serviços dela. As agtechs são startups voltadas para inovações no agronegócio. Os escritórios da …
? AGRONEGÓCIO| Agtech brasileira conecta instituições financeiras a produtores rurais

A Creditares, agtech focada em soluções de financiamento para produtores rurais, está passando pela segunda rodada de investimentos, que deve ser encerrado até agosto. Criada em janeiro de 2021, cerca de R$ 100 milhões em empréstimos já ocorreram por meio dos serviços dela.
As agtechs são startups voltadas para inovações no agronegócio. Os escritórios da Creditares ficam em duas capitais: Florianópolis (SC), equipes de marketinge tecnologia, e Cuiabá (MT), comercial. Operando próxima aos produtores, a companhia conseguiu chamar a atenção de três aceleradoras — Ventiur, Darwin e Nexxera — antes da rodada atual
“Nossa missão é simplificar e agilizar o fluxo de informações e processos envolvidos nas esteiras de crédito para o agronegócio”, disse Corral. “Criamos uma plataforma que resolve o processo de coleta, validação de dados e análise de crédito, que antes levava de dez a 30 dias, para menos de um dia. Com isso, fazemos com que chegue mais propostas de crédito, de diversas instituições que antes não tinham acesso ou eram muito lentas para os produtores rurais.”
O lucro, de acordo com o executivo, vem de duas formas. Uma delas: percentuais sobre os empréstimos liberados. Na outra: uma taxa paga por empresas que utilizam a plataforma no modelo white label — quando uma instituição financeira contrata a ferramenta e passa a ter acesso a um serviço completo de análise e esteira de crédito.
Daniel Latorraca, diretor de operações da Creditares, explicou a Oeste que a criação da agtech moderniza as relações e agiliza os processos em um mercado aquecido. “Tem muita gente querendo emprestar para o agronegócio e muitos produtores querendo pegar financiamento para crescer, investir e tecnologia e infraestrutura no campo”, comentou. “Faltava alguém para conectar as duas pontas”, complementa.
“Percebemos que o produtor rural tinha cada vez mais dificuldade em acessar crédito”, disse. “Mesmo quando ele consegue a aprovação, há muita documentação para a liberação. A agricultura evoluiu, está em 2050 com as tecnologias criadas, ao passo que no modo convencional para operar crédito ainda estamos na década de 1970”.
Fonte: Revista Oeste
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