???? Plínio Valério assume o comando do PSDB após 35 anos de liderança de Arthur Neto

Após 35 anos sob comando de Arthur Virgílio Neto, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Amazonas está sob nova direção. O novo mandatário da sigla no Estado é o senador Plínio Valério, que se valendo de seu cargo e da força junto à Executiva Nacional que conquistou nos últimos anos, conseguiu ser indicado …

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Após 35 anos sob comando de Arthur Virgílio Neto, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Amazonas está sob nova direção.

O novo mandatário da sigla no Estado é o senador Plínio Valério, que se valendo de seu cargo e da força junto à Executiva Nacional que conquistou nos últimos anos, conseguiu ser indicado para ditar os destinos dos tucanos em nível local.

“Rei morto, rei posto”

Tendo uma rixa declarada com Arthur Neto, Plínio chegou, ainda durante o processo eleitoral deste ano, condicionar sua permanência no PSDB justamente com o fato de se tornar presidente.

Ou seja, foi quase uma imposição ao mandatário nacional, Bruno Araújo, que consciente de que o PSDB não pode se dar ao luxo de perder parlamentares, cedeu à pressão, que, diga-se de passagem, é natural, afinal, Plínio é senador por mais quatro anos e Arthur é tão somente um ex-prefeito com uma votação pífia no último pleito.

Ao Direto ao Ponto, Plínio Valério afirmou que a sigla terá protagonismo nas eleições municipais de 2024 e que o objetivo do PSDB é ter candidato à Prefeitura de Manaus.

Preterido na disputa pelo Governo do Amazonas por Amazonino Mendes (Cidadania) – que foi uma articulação de Arthur Neto – ao que tudo indica Plínio tem planos para ser candidato à prefeito da capital.

E essa candidatura é até natural para colocar o nome do senador no radar dos eleitores, já que, em 2026 ele terá disputar a reeleição.

Conflito de interesses

Se confirmado esse cenário, haverá um sério conflito de interesses de Plínio com o vereador de Manaus e recém-eleito deputado federal Amom Mandel, que é do Cidadania – sigla federada com o PSDB – e não esconde de ninguém que se prepara para disputar a prefeitura de Manaus.

Alguém tem que ceder

Numa escala de importância, Plínio é senador e Amom deputado federal, ou seja, o tucano tem mais “moral” para reivindicar uma candidatura majoritária.

Além disso, ambos tiveram votações consagradoras.

O fato é que alguém terá que ceder. Ou por livre e espontânea vontade, ou via imposição nacional.

Ou até mesmo ambos podem estar juntos em uma chapa, quem sabe.

Adeus

Após ficar sabendo da destituição do cargo de presidente, Arthur Virgílio Neto usou as redes sociais para enviar uma carta a Bruno Araújo informando sua saída da sigla.

O amazonense foi um dos fundadores do PSDB e ficou na sigla por 35 anos.

Aposentadoria

A saída do ninho tucano pode, muito provavelmente, marcar também a aposentadoria de Arthur da vida pública.

Deputado federal, senador, ministro e prefeito de Manaus por três vezes, ele marcou seu nome na história da política local, mas no alto de seus 77 anos, viu seu capital eleitoral desidratar nos últimos anos.

Votação pífia

Prova disso foi a votação que teve para o Senado no pleito de outubro, quando ficou na terceira colocação bem atrás de Omar Aziz (PSD) – que foi reeleito – e de Coronel Menezes (PL).

O agora ex-tucano teve apenas 179.886 votos.

“Libertação”

Na carta endereçada ao presidente nacional da sigla, Arthur relembrando sua história na política, o protagonismo que o PSDB teve no final dos anos 90 e início dos anos 2000 no primeiro governo de Lula (PT), e lamentou o encolhimento do partido nos últimos anos.

A partir de 2023, por exemplo, terá apenas 18 deputados federais, quatro senadores e dois governadores.

”Para mim uma alforria, uma libertação.”

Futuro

Ainda na carta, o ex-senador disse que o futuro a Deus pertence e que não descarta se filiar a outro partido, deixando no ar a possibilidade de estar na disputa nas próximas eleições, que será de prefeito e vereador.

“Há futuro pela frente e, para mim, nem posso dizer se, um dia, me filiarei a algum outro partido. Meu coração diz que não; vamos ver a mensagem do cérebro”, disse.

Fonte: Direto ao Ponto

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